Suspeito de matar professor após encontro é preso no Entorno do DF
Prisão ocorreu 12 dias após o corpo do professor da rede pública ser encontrado em Valparaíso; polícia investiga latrocínio ou homofobia

Um suspeito de envolvimento na morte do professor da rede pública Marcos Rogério da Costa foi preso na tarde desta quarta-feira (23/7), em Águas Lindas de Goiás, durante uma ação conjunta do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Valparaíso.
A prisão ocorre 12 dias após o corpo do educador ser encontrado dentro da casa onde morava, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) não havia divulgado a identidade do preso nem informado qual seria, de fato, a participação dele no crime. A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica do homicídio e identificar outros possíveis envolvidos.

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Ver todasProfessor desapareceu após encontro
Marcos Rogério desapareceu no dia 3 de julho. O corpo dele foi encontrado apenas uma semana depois, em 11 de julho, dentro da residência onde morava.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesComo revelou a coluna Na Mira, o ex-companheiro da vítima, o chefe de cozinha Lucas de Aguiar Silva, 32 anos, contou que uma conhecida viu o professor na companhia de dois homens no dia do desaparecimento. Depois desse encontro, Marcos não foi mais visto nem fez contato com familiares e amigos.
Apesar de estarem separados, Lucas afirmou que mantinha contato frequente com o professor e estranhou o sumiço repentino.
Ouça o áudio:
“Bateram muito nele”
Ao decidir ir até a casa do ex-companheiro, Lucas encontrou uma cena já isolada pelas autoridades.
“Eu saí do serviço e fui lá, só que já tinham levado o corpo. Mas [os familiares de Marcos] falaram que bateram muito nele, machucaram muito”, relatou.
Segundo ele, um amigo da vítima também recebeu imagens mostrando os dois homens que teriam se encontrado com Marcos antes do desaparecimento.
Encontro teria sido marcado por aplicativo
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, testemunhas relataram que Marcos Rogério teria marcado um encontro por meio de um aplicativo de relacionamento.
A linha de investigação aponta que o professor saiu para encontrar duas pessoas e, desde então, desapareceu. Dias depois, uma funcionária responsável pela limpeza da residência encontrou a porta da casa aberta e acionou a Polícia Militar.
No local, os policiais constataram que Marcos já estava morto.
Investigação apura motivação
Desde o início das investigações, a Polícia Civil trabalha com duas principais hipóteses para o crime: latrocínio (roubo seguido de morte) ou homicídio motivado por homofobia.
Com a prisão realizada nesta quarta-feira, os investigadores esperam esclarecer a participação do suspeito, a motivação do assassinato e se outras pessoas participaram da ação criminosa. A corporação ainda não informou quando o preso será ouvido nem se novas prisões podem ocorrer.










