Subtenente do Exército aponta arma para gari no DF: "Se vier, vai se foder".
Militar admitiu ter ameaçado os trabalhadores com a arma e alegou que estavam fazendo "muita merda". Caso aconteceu na Asa Norte, nesta 4ª

O subtenente da reserva do Exército Brasileiro Luiz Augusto Braga da Veiga, 50 anos, foi flagrado por moradores da 706 Norte apontando um revólver e ameaçando dois garis, na tarde desta quarta-feira (9/9), durante uma discussão. Tudo aconteceu em frente a uma escola da quadra.
Veja:
Nas imagens é possível ver o militar com a arma em punho e discutindo com os trabalhadores. O motivo da briga, segundo uma das vítimas, teria sido porque Luiz estaria dificultando o trabalho dos garis ao posicionar o carro dele de modo a impedir que o caminhão do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) realizasse uma manobra.
Em contato com testemunhas do caso, um dos garis contou que ele e o motorista do caminhão teriam pedido, amigavelmente, para que o subtenente da reserva do Exército retirasse o carro, mas que o homem se alterou e começou a xingá-los.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A gente, então, questionou sobre o motivo dos xingamentos, e ele logo levantou o revólver e começou a ameaçar a gente. Ele disse que, se eu fosse para cima dele, ele ia atirar em mim e me matar”, disse o trabalhador.
“A gente sai de casa para trabalhar com a cabeça tranquila e acontece uma coisa dessas. Ele apontou a arma na minha cara, irmão!”.
Todos os envolvidos compareceram até a 5ª Delegacia de Polícia (área central). Em depoimento, o subtenente disse que estava trabalhando como motorista de aplicativo no momento da confusão e que estaria deixando uma passageira na escola da quadra. Ele disse, ainda, que o caminhão estava fazendo “muita merda”, manobrando de forma errada, e que só conseguiu deixar o local depois de alguns minutos.
À Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o militar do Exército admitiu que chegou a sacar a arma e que ameaçou os garis, dizendo: “Se vier, vai se foder.”
Militar diz ter sido agredido
Ao Metrópoles, Luiz Augusto Veiga negou que tenha apontado o revólver diretamente para rosto dos garis e alega ter sido ofendido e agredido pelos trabalhadores. “Só puxei a arma para me defender, após eles terem se juntado para me agredir. Mostrei e mandei que se afastassem”.
O militar afirmou que tem imagens de uma câmera veicular que provam que foi empurrado e xingado por um dos garis, e que as imagens foram encaminhadas aos órgãos competentes. Solicitado que o material também fossem encaminhado à reportagem, porém, o militar disse que a orientação de seu advogado, até então, era para que ele não compartilhasse o vídeo com a imprensa.
Questionado pelo Metrópoles sobre o comportamento do militar, o Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro disse que a demanda seria respondida pelo Comando Militar do Planalto. Porém, até a última atualização desta reportagem, nenhum parecer havia sido emitido.




