Na Mira

Servidores fakes do Cras dão golpe bancário e levam dinheiro de idosos

Golpistas fingiam diziam que idosos tinham ganhado cesta básica e, após pegarem dados pessoais das vítimas, faziam empréstimos em nome delas

atualizado

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Falsos servidores do Cras dão golpes em idosos com cesta básica no DF
1 de 1 Falsos servidores do Cras dão golpes em idosos com cesta básica no DF - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Equipes da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) cumprem quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (4/6). A operação ocorre nas regiões de Santa Maria e São Sebastião, no Distrito Federal, para investigação de um grupo composto por homens e mulheres que cometiam fraudes bancárias e crimes cibernéticos contra idosos em situação de vulnerabilidade social.

Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares e computadores, que serão analisados para aprofundamento das investigações. Os investigadores descobriram, ainda, que os criminosos manipulavam as vítimas para, em seguida, cometerem as fraudes.

Veja imagens da operação:

 


Saiba como os golpistas agiam

  • Os estelionatários iam às casas das vítimas e se apresentavam como funcionários do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
  • Com os dados pessoais dos idosos, os golpistas informavam que as vítimas haviam sido contempladas com uma cesta básica.
  • Ainda durante a abordagem, pediam para tirar fotos deles e alegavam que se tratava de procedimento para comprovação da entrega do benefício.
  • Dias depois, a vítima era surpreendida com a conta bancária zerada e com diversos empréstimos feitos nos nome deles, sem qualquer autorização.
  • As fotos tiradas pelos criminosos e os dados pessoais eram usados pelo grupo para abrir contas digitais em nome da vítima e contratar os empréstimos de forma fraudulenta.

Os investigadores da 15ª DP detalharam que os criminosos usavam uma estrutura digital sofisticada. Para evitar o rastreio das fraudes, os valores eram transferidos para contas controladas pelo grupo.

Os investigados usavam múltiplas chaves Pix, o que dificultava o trabalho investigativo. Além disso, os valores eram repassados para terceiros, parentes e contas de empresas, antes de serem rapidamente sacados, gastos ou novamente pulverizados.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contou com o apoio de instituições financeiras e com autorização judicial para quebrar os sigilos bancários e telemáticos dos investigados.

Agora, a investigação prossegue para análise dos materiais apreendidos – celulares e computadores –, a fim de que sejam identificados outros eventuais participantes dos crimes, mentores intelectuais das fraudes e conexões com casos semelhantes.

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