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Servidor do STM é indiciado por homicídio após atropelar ciclista
O autor foi indiciado por homicídio doloso, embriaguez ao volante e omissão de socorro
atualizado
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A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) concluiu a investigação sobre o atropelamento de dois ciclistas na 703 Norte, na noite de 10 de outubro de 2020. Ricardo Campelo Aragão (foto de destaque), 58 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. A mulher, de 55, que pedalava com ele no local, sofreu escoriações. As investigações apontam que o motorista do veículo que provocou o acidente é servidor do Superior Tribunal Militar (STM) e fugiu sem prestar socorro às vítimas.
A coluna apurou que o autor foi indiciado por homicídio doloso, embriaguez ao volante e omissão de socorro. Antes do acidente, o homem estava em um bar, na Asa Sul. Ele chegou a comprar diversas bebidas com o cartão de crédito a escondeu o carro após o crime.
Ao Metrópoles, a filha da mulher que ficou ferida, a artista Mariana Bittencourt, 28, contou que a mãe faz parte de um grupo de ciclistas e havia combinado o passeio com o amigo na noite do atropelamento.
“Era uma das primeiras saídas dela neste período de quarentena. Eles subiram pela W3 para acessar a W5, que é uma via muito calma à noite. Já na altura da Igreja de Cristo, minha mãe relatou que surgiu um carro do nada e os acertou com muita força”, explicou Mariana, que preferiu preservar o nome da mãe.
A vítima não se lembra do que ocorreu porque desmaiou com o impacto da pancada. “Quando ela acordou já estava sendo socorrida e viu o amigo recebendo massagem dos bombeiros militares. Infelizmente, ele não resistiu. Ela está com muitos hematomas, mas fisicamente bem e triste”, acrescentou.
Testemunhas relataram à família das vítimas que o atropelador estava em um carro claro e em alta velocidade.












