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Na Mira

Saiba quem é a delegada presa no DF por relação com líder do PCC

A investigação policial apontou que a delegada mantinha uma relação amorosa com "Gordão", liderança do PCC, preso também nesta quinta-feira

15/10/2026 08:57, atualizado 15/10/2026 09:18
Reprodução/Redes sociais
A delegada publicou story em um restaurante no Pontão Sul

Maria Virgínia Grimwood Pinto (imagem em destaque) é a delegada da Polícia Civil do Pará (PCPA) que foi presa nesta quinta-feira (15/10) no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, por colaborar com o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ipojuca (PE), Renato Henrique do Carmo, também conhecido como “Gordão”. O suspeito foi feito por policiais em um grande operação em um resort de luxo em Porto de Galinhas (PE).

Segundo as investigações e conversas extraídas do celular do líder do PCC, a delegada teria um relacionamento amoroso com o investigado. Ela também manteve uma relação de colaboração com o líder, com recebimento de vantagens financeiras indevidas em troca de proteção institucional, fornecimento de informações sigilosas e acesso a sistemas restritos de segurança pública.

Entre os elementos identificados, destaca-se uma transferência bancária de R$ 50 mil, mencionada nas comunicações entre os envolvidos.

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A delegada é investigada por corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa, revelando uma estrutura que buscaria assegurar não apenas suporte financeiro e operacional, mas também proteção institucional às suas atividades ilícitas.

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Antes de ser presa, a delegada compartilhou em seus stories no Instagram que estava em restaurante localizado no Pontão Sul, no Lago Sul (DF).

Em suas redes sociais, ela publicava fotos em viagens internacionais para locais como Estados Unidos, França e outros lugares paradisíacos. Ela aproveitava também para mostrar sua rotina como delegada.

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A delegada compartilhava viagens internacionais em suas redes sociais
Publicação da rotina de delegada nas redes sociais
A delegada compartilhava viagens internacionais em suas redes sociais
Perfil da delegada nas redes sociais
A delegada publicou story em um restaurante no Pontão Sul
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A delegada publicou story em um restaurante no Pontão Sul

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Operação Sinalagma

A Operação Sinalagma, desenvolvida pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico (1ª DPRN/Denarc), da Polícia Civil de Pernambuco, teve origem em ações de inteligência destinadas à identificação de lideranças de organizações criminosas com atuação na região de Muro Alto, em Ipojuca, região turística onde fica o distrito de Porto de Galinhas.

As investigações ganharam impulso em 14 de janeiro de 2025, após a prisão de Renato Henrique, conhecido como Gordão, que acabou sendo solto na ocasião.

Na ocasião, constatou-se que o investigado utilizava identidade falsa para ocultar sua verdadeira identificação. A apreensão de seu aparelho celular e a posterior extração judicialmente autorizada dos dados permitiram aprofundar as investigações e identificar outros possíveis integrantes e colaboradores da organização criminosa.

A operação chamada de “Sinalagma” faz referência ao conceito jurídico de reciprocidade de obrigações, simbolizando a suposta troca de vantagens ilícitas entre integrantes da organização criminosa e agentes públicos, mediante pagamentos financeiros em contrapartida ao fornecimento de informações sigilosas, favorecimento e proteção institucional.

As diligências e relatórios de Inteligência Financeira do COAF revelaram indícios da existência de uma estrutura criminosa interestadual voltada ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à ocultação patrimonial.

O grupo atuava em divisão de tarefas, utilização de documentos falsos, movimentações financeiras por intermédio de terceiros e empresas formalmente constituídas, além de operações bancárias incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos envolvidos.

A análise financeira identificou que os investigados movimentaram, ao menos, R$ 14.954.920,02 montante que evidencia a expressiva dimensão financeira das atividades do esquema criminoso.