
Na MiraColunas

Saiba quem é homem preso pelo latrocínio de italiano em igreja no DF
Homem é ex-funcionário da vítima, e é investigado por roubo seguido de morte com ocultação de cadáver; primo “Coveiro” está foragido
atualizado
Compartilhar notícia

O homem apontado como responsável pelo latrocínio e ocultação de cadáver de um italiano de 80 anos no Distrito Federal é Leonardo Conceição de Araújo, 38 anos. O caso é conduzido pela Seção de Investigação de Crimes Violentos (SicVio) da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).
Ex-funcionário da vítima, Leonardo trabalhava na obra onde o crime ocorreu, em São Sebastião (DF). De acordo com as investigações, ele foi identificado ainda dentro do imóvel, no momento dos fatos, por meio de imagens de câmeras de segurança e reconhecimento de testemunhas.
Um dos principais elementos que o ligam ao crime é um par de tênis apreendido na residência de Leonardo, com vestígios de sangue humano, mesmo após tentativa de lavagem.
O comparsa apontado é Bruno Cruz de Araújo, primo de Leonardo, conhecido como “Coveiro”. Até a última atualização desta reportagem, ele continuava foragido. Segundo a investigação, ele também esteve no local do crime, foi visto dirigindo o carro da vítima após o ocorrido e fugiu ao perceber a chegada dos policiais.
Testemunhas afirmaram ter visto os dois suspeitos dentro do veículo da vítima na noite do crime e também os reconheceram nas imagens de segurança com base em características físicas e comportamentais.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento de Bruno no dia seguinte. Ele teria aparecido em uma chácara com ferimentos nos braços e nas pernas, alegando ter se machucado em arame, mas aparentando nervosismo.
Cena do crime
Segundo as investigações, Orazio Giuliani saiu de casa na manhã de sábado (11/4) e não retornou, o que levou a mulher, Maria Lourdes de Souza, a iniciar buscas por conta própria. Ao se dirigir à chácara onde o idoso construía a igreja, ela se deparou com uma cena chocante: o local apresentava grande quantidade de sangue espalhado pelo chão, sinais de arrombamento na porta de entrada, além de uma corda com vestígios de sangue e a dentadura da vítima caída no interior do imóvel.
Para os investigadores da SicVio, o cenário indica que o idoso pode ter sido rendido, amarrado e submetido a agressões violentas.
As apurações também revelaram que o veículo da vítima, um Peugeot 206 prata, foi visto deixando o local em alta velocidade por volta das 21h, comportamento considerado incomum, já que, segundo familiares, Orazio dirigia de forma cautelosa.
Câmeras de segurança registraram a presença de dois homens dentro do imóvel, mas o sistema foi desligado durante a ação, o que reforça a suspeita de um crime premeditado.
Fuga e prisão
Ao ser localizado pela polícia, Bruno fugiu pela mata acompanhado de um terceiro indivíduo, identificado como Lucas. Este último também continuava foragido até a última atualização desta reportagem. Leonardo, por sua vez, foi preso em flagrante e, de acordo com a polícia, possui antecedentes criminais e histórico de uso de drogas.
Apesar da ausência do corpo, a Polícia Civil sustenta que há fortes indícios de que Orazio Giuliani foi vítima de latrocínio, seguido da ocultação de cadáver. O veículo do idoso também não foi encontrado, o que reforça a hipótese de tentativa de eliminação de provas.
A prisão do principal suspeito é considerada fundamental para o avanço das investigações, especialmente para esclarecer a dinâmica dos fatos, a motivação do crime e a possível participação de outros envolvidos.
Onde está o corpo?
O caso gerou forte comoção entre moradores da região de São Sebastião, principalmente pela brutalidade dos indícios e pelo fato de o crime ter ocorrido em um local religioso em construção.
A SicVio da 30ª Delegacia de Polícia segue à frente das investigações, trabalhando para responder às principais perguntas que ainda cercam o caso: onde está o corpo da vítima, quem mais pode ter participado da ação e o que, de fato, aconteceu na noite do desaparecimento.
Até que essas respostas sejam encontradas, o caso permanece como um dos mais enigmáticos e inquietantes do DF.




