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Na Mira

"Rapunzel Cuiabana": falsa advogada é presa por golpe do divórcio

Kamila Gonçalves Vieira foi presa nesta segunda-feira (3/8) em em Primavera do Leste, durante operação da PCMT contra estelionato

04/08/2026 15:25, atualizado 04/08/2026 15:29
Material cedido ao Metrópoles
Rapunzel de Cuiabá, advogada é presa

A influenciadora digital Kamila Gonçalves Vieira, conhecida nas redes sociais como “Rapunzel Cuiabana”, foi presa preventivamente em Primavera do Leste, município 231 km de Cuiabá (MT). A prisão ocorreu durante a Operação Fallacia, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de estelionato aplicado sob o pretexto de intermediar um acordo de separação conjugal. Ela foi presa nesta segunda-feira (3/8).

Com mais de 40 mil seguidores na internet, Kamila foi localizada por agentes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) em um estabelecimento comercial no bairro Buritis II. Além da ordem de prisão, as equipes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da investigada, onde recolheram um aparelho celular, cartões bancários, documentos em nome de terceiros e uma caminhonete.

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Conforme o inquérito policial, a suspeita convenceu um morador do município de que atuaria como sua advogada na condução do processo de divórcio. Sob o pretexto de quitar pendências e transferir valores à ex-companheira da vítima, Kamila orientou o homem a realizar diversos pagamentos. A investigação apurou, contudo, que o dinheiro foi transferido diretamente para as contas da própria influenciadora e de terceiros.

Peresuasiva

A polícia apontou ainda que a investigada persuadiu a vítima a lhe entregar uma caminhonete, alegando que o veículo precisava ficar fora da partilha oficial de bens durante o trâmite da separação. O automóvel nunca foi devolvido e acabou sendo apreendido pelos policiais na ação de ontem.

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Após o cumprimento dos mandados, Kamila foi conduzida à delegacia e permanece à disposição do Poder Judiciário. O caso corre sob sigilo para a análise do material apreendido e para verificar a existência de novos envolvidos ou de outras vítimas do esquema.

Esta não é a primeira passagem de Kamila Gonçalves Vieira pela polícia. Em 2021, a “Rapunzel Cuiabana” foi presa sob a suspeita de alugar residências mobiliadas para, em seguida, subtrair os pertences dos imóveis.

Na ocasião, as investigações indicaram que a mulher teria levado itens de alto valor e artigos domésticos das propriedades, incluindo eletrodomésticos, camas, roupas de cama, objetos de decoração, joias, relógios e até pedras preciosas.

O impacto dos crimes levou os afetados a criarem um grupo em aplicativo de mensagens para compartilhar dados e tentar reconhecer objetos encontrados com a suspeita. À época, vítimas relataram à polícia ter recebido ameaças ao tentar recuperar os bens subtraídos.

A coluna Na Mira não localizou a defesa da suspeita. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.