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Quem é o suspeito de ser o atirador do CV que matou policial de elite

O tiro partiu de uma “seteira”. Esse é o nome dado a buracos abertos em muros com um diâmetro suficiente apenas para passar o cano da arma

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Homem tatuado de chapéu
1 de 1 Homem tatuado de chapéu - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ)  já trabalha com o nome de um dos principais suspeitos de envolvimento no ataque a tiros que vitimou o policial civil José Antônio Lourenço Júnior, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), na Cidade de Deus, nesta segunda-feira (19). Ygor Freitas de Andrade, mais conhecido como Matuê, é um dos integrantes da cúpula do Comando Vermelho. O agente da unidade de elite da corporação foi baleado fatalmente na cabeça.

O tiro partiu de uma “seteira”. Esse é o nome dado a buracos abertos em muros ou paredes com um diâmetro suficiente apenas para passar o cano de uma arma. Essas estruturas geralmente são reforçadas justamente para suportar tiros de grosso calibre. Em imagens publicadas nas redes sociais, o faccionado aparece ostentando armas de calibre restrito e carros de luxo.

Desde as primeiras horas do dia, policiais de diversas unidades estão reunidos na comunidade na tentativa de encontrar os criminosos. Durante as ações, cerca de 30 escolas da rede pública e duas unidades de saúde chegaram a ser fechadas por questões de segurança. O Disque Denúncia divulgou um cartaz da Campanha Quem Matou? para colher informações que ajudem a identificar e prender os responsáveis pela morte do policial civil. A plataforma ofereceu R$ 5 mil para quem der informações verídicas sobre o atirador e seu paradeiro.

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Ele chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos
Ele integrava a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ)
O assassinato ocorreu em 19 de maio de 2025, durante uma operação da Core na comunidade Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio
O policial foi atingido por um disparo na cabeça
Nessa sexta (21), um dos suspeitos foi morto
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Ele chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos
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Ele integrava a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ)

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O assassinato ocorreu em 19 de maio de 2025, durante uma operação da Core na comunidade Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio

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O policial foi atingido por um disparo na cabeça

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A morte do agente

O agente da unidade de elite da corporação foi baleado fatalmente na cabeça por um atirador solitário da facção. O “soldado” do tráfico estava posicionado a uma curta distância e atrás de uma “seteira”. Esse é o nome dado a buracos abertos em muros ou paredes com um diâmetro suficiente apenas para passar o cano de uma arma. Essas estruturas geralmente são reforçadas justamente para suportar tiros de grosso calibre.

A equipe de loureço “fatiava” a região dentro da Cidade de Deus, zona oeste carioca, nesta segunda-feira (19/5). O grupo da Core estava à frente para garantir segurança e permitir que policiais das delegacias do Consumidor e do Meio Ambiente, além de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), chegassem até uma fábrica de gelo investigada por produzir sem autorização e vender.

Após ser baleado, Lourenço Junior foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barrada Tijuca, também na zona oeste, mas não resistiu aos ferimentos. O velório foi realizado, nesta terça-feira (20/5) no cemitério Jardim da Saudade de Sulacap, seguido pelo sepultamento às 14h30.

Veja imagens do policial:

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Gelo contaminado

O agente foi morto durante uma operação da Polícia Civil que investiga crimes ambientais e contra a saúde pública e interditou uma fábrica de gelo na Cidade de Deus.

No local, agentes encontraram embalagens jogadas no chão, recipientes sujos e falta de licença ambiental. O gelo produzido no local abastecia quiosques da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, segundo o governo estadual. Duas pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos.

Além da fábrica na Cidade de Deus, outra unidade em Jacarepaguá foi alvo da operação. As embalagens apreendidas indicavam que o gelo era “próprio para consumo humano”, mas a Cedae, com um laboratório móvel, coletou novas amostras para análise – resultados ainda não foram divulgados.

De acordo com as investigações, parte das empresas usava água de poços sem licença ambiental e sem tratamento adequado, além de comercializar água engarrafada clandestinamente, com rótulos falsos de marcas conhecidas.

A Secretaria de Polícia Civil aponta que 70% das fábricas de gelo vistoriadas em 2024 tinham irregularidades, como excesso de amônia e condições precárias de higiene.

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