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Quem é Maykon El Achkar? O homem por trás do alerta de bomba na Esplanada
Maykon Santos El Achkar chama atenção por discursos considerados desconexos e, em alguns casos, associados a ideias extremistas
atualizado
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O homem identificado como Maykon Santos El Achkar passou a ser alvo das autoridades do Distrito Federal após um episódio que mobilizou forças de segurança na tarde desta quarta-feira (25/3). Com presença ativa nas redes sociais e um histórico de publicações controversas, ele agora é procurado pela polícia após ser apontado como responsável por deixar um pacote suspeito nas proximidades da Esplanada dos Ministérios.
Em um perfil no Instagram com mais de 300 publicações, Maykon chama atenção por discursos considerados desconexos e, em alguns casos, associados a ideias extremistas.
Nos vídeos, ele frequentemente aparece filmando áreas sensíveis, como arredores de tribunais superiores, representações diplomáticas — incluindo a embaixada da Rússia — e estruturas ligadas à Defesa. O conteúdo levanta preocupação entre autoridades pela natureza das falas e pelo padrão de comportamento.
Na biografia do perfil, o homem faz alegações incomuns e sem comprovação, afirmando: “Meu pai biológico drogou minha mãe com morfina, raptou ela para fazer meu parto em Hiade – Arábia Saudita, neto do King Ibn Saudi”. A declaração reforça o caráter enigmático e controverso de sua presença on-line.
Operação petardo
Maykon ganhou destaque após a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) deflagrar a Operação Petardo para investigar uma possível ameaça de bomba em um estacionamento da Marinha. O alerta foi causado por um pacote abandonado em um reboque, próximo ao Bloco N da Esplanada dos Ministérios.

Segundo o capitão Edimar Oliveira da PMDF, após análise e ação do esquadrão antibombas, a suspeita de artefato explosivo foi descartada. O pacote continha apenas itens pessoais e de higiene. Ainda assim, o protocolo de segurança foi integralmente aplicado. “Nosso objetivo agora é identificar e localizar o responsável pelo objeto, já que toda a estrutura foi mobilizada para verificar a ameaça”, explicou.
A polícia confirmou que o material foi deixado por um homem que se declara extremista — posteriormente identificado como Maykon. A área foi isolada durante a operação, e um cão policial também auxiliou na verificação, descartando risco de explosivos.
Marinha se manifesta
Em nota oficial, a Marinha informou que tomou conhecimento do objeto abandonado em um reboque pertencente a uma empresa de telefonia celular, estacionado em área pública. A instituição destacou que as autoridades competentes foram acionadas imediatamente e que todas as medidas de segurança foram adotadas para proteger a população.
As investigações seguem em andamento, e as forças de segurança trabalham agora para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
