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Na Mira

PF desarticula organização criminosa que lavou R$ 4 bilhões do tráfico

Alguns investigados têm ligação com um dos maiores traficantes do país, Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca

03/02/2022 07:20, atualizado 03/02/2022 12:14
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Luciano Belford/ Especial para o Metrópoles
Agentes da Polícia Federal do Rio de Janeiro fazem operação em vários pontos da cidade e do estado do RJ

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira(3/2), as operações Sucessão e Fluxo Capital com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua com lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, entre outros crimes. Durante as investigações, apurou-se movimentação financeira na ordem de R$ 4 bilhões pelas empresas controladas direta ou indiretamente por um dos alvos. Foram apreendidos, aproximadamente, R$ 12 milhões em dinheiro no curso das apurações.

Policiais foram às ruas para cumprir 39 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária em Paraná, São Paulo, Roraima, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, além do cumprimento de sete de busca e apreensão no Paraguai.

Também foram deferidos sequestro de imóveis, bloqueio de valores em contas bancárias e suspensão das atividades das empresas envolvidas e das licenças profissionais (CRC) dos contadores investigados.

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Operação da PF
Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro
Relógios apreendidos
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Relógios apreendidos

PF/Divulgação
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Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro
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Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro

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Cabeça branca

A Operação Sucessão é um desdobramento da Operação Spectrum, que resultou na prisão de Luiz Carlos da Rocha, mais conhecido como Cabeça Branca, considerado um dos maiores traficantes de drogas do Brasil. Nesta manhã, foram cumpridas medidas judiciais em desfavor de familiares do traficante que o auxiliaram na lavagem do dinheiro de origem ilícita.

Já a Operação Fluxo Capital tem como objetivo desmantelar organização criminosa responsável por lavagem do dinheiro por meio de movimentações milionárias, com a utilização de “laranjas”, empresas de fachada e contadores.

As investigações demonstraram que o grupo não se limitava à lavagem do dinheiro do traficante Cabeça Branca, tendo relação também com diversas outras organizações criminosas atuantes em território nacional, envolvidas em outros delitos, além do tráfico de drogas.
Casas de câmbio

O controle da movimentação do dinheiro era feito por doleiros, donos de casas de câmbio instalados no Paraguai. Após o compartilhamento de informações com a Secretaria Nacional Antidrogas e com o Ministério Público do Paraguai, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em território paraguaio.

Os nomes das operações fazem alusão, respectivamente, ao fato de os alvos serem familiares do traficante Cabeça Branca e à vultuosa quantia de dinheiro movimentada pela organização criminosa.