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“PCC fake” arrancou dinheiro de 250 homens que buscavam prostitutas em site

Somente neste ano, a organização criminosa alvo da PCDF já havia feito 80 vítimas no Distrito Federal e teria arrecadado cerca de R$ 300 mil

atualizado

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Arte/Metrópoles
Criminoso aplicando golpe pelo telefone
1 de 1 Criminoso aplicando golpe pelo telefone - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou operação nas primeiras horas desta terça-feira (2/9) para desmantelar uma organização criminosa especializada em aplicar golpes de extorsão pela internet, forjando a participação da maior facção criminosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), para intimidar vítimas.

Segundo as investigações da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), que duraram seis meses, a quadrilha teria feito cerca de 250 vítimas somente no DF, seis delas em Brazlândia. O prejuízo estimado apenas na capital da república, nos últimos cinco anos, ultrapassa R$ 1 milhão. Em todo o Brasil, o esquema pode ter causado perdas superiores a R$ 15 milhões, com atuação também em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí.

Veja:

A Operação Black Widow, cumpre 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa baseada em Montes Claros (MG). O modus operandi do grupo era marcado por sofisticação e uso de técnicas de engenharia social. A abordagem começava de forma aparentemente inocente: vítimas acessavam sites de acompanhantes ou de relacionamentos, onde faziam contato com falsas prestadoras de serviço.

Ouça os criminosos extorquindo as vítimas:

Invasões virtuais

A partir desse primeiro contato, outros integrantes da organização entravam em cena, enviando mensagens com dados pessoais sigilosos — como endereço residencial, local de trabalho e nomes de familiares. Essas informações eram obtidas por meio de invasões virtuais.

A extorsão seguia uma escala de ameaças. No início, os criminosos cobravam valores sob a justificativa de “tempo da acompanhante”, mesmo sem que o encontro tivesse ocorrido. Quando as vítimas resistiam, passavam a exigir o chamado “valor da facção”, apresentando-se como membros do PCC.

Em áudios e vídeos, os criminosos apareciam armados, citando locais frequentados pelas vítimas e ameaçando familiares, em um esquema de terror psicológico. A tática se mostrava eficaz: muitas vítimas pagavam os valores exigidos para preservar a própria integridade e a da família.

Organização estruturada

De acordo com a PCDF, o grupo funcionava como uma célula criminosa descentralizada, modelo herdado das antigas “centrais do golpe”. O município de Montes Claros já era apontado como um dos principais polos de formação desse tipo de quadrilha, sendo alvo recorrente de operações de diferentes estados.

Os 10 presos na operação ocupavam posições estratégicas: liderança, logística, suporte financeiro e contato direto com vítimas. Para movimentar os valores ilícitos, utilizavam uma rede de contas bancárias e chaves pix distribuídas em várias regiões do país, dificultando o rastreamento do dinheiro. Somente em 2025, o grupo já havia feito 80 vítimas no DF, arrecadando cerca de R$ 300 mil.

 

 

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