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Na Mira

Papiloscopista da PCDF demitido usava empresa de tintas para lavar dinheiro

Edward Higino foi investigado e preso em 2020 pelo crime. Demissão foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta (11/9)

11/09/2026 11:19, atualizado 11/09/2026 11:53
Reprodução / Redes sociais
Papiloscopista da PCDF demitido usava empresa de tintas para lavar dinheiro

O papiloscopista da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) Edward Higino, demitido da instituição nesta sexta-feira (11/9) por vender dados sigilosos de delegados da corporação, foi descoberto após investigação da 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho I) que mirava grupo suspeito de utilizar loja de tintas para lavar dinheiro obtido com a venda clandestina de lotes. A operação foi deflagrada em 2020.

Segundo a PCDF, Edward Higino também integrava grupo suspeito de aplicar golpes envolvendo a venda de lotes abandonados ou pertencentes a espólios, sem autorização dos herdeiros.

O suspeito foi preso em 2020, durante a Operação Tellus, deflagrada pela 13ª DP. À época, ele era investigado por acessar sistemas do Instituto de Identificação da corporação e comercializar dados sigilosos não só de delegados, mas também de advogados.

As investigações conduzidas pela 13ª DP apontaram que a loja de tintas suspeita de ser utilizada para lavar o dinheiro movimentava cerca de R$ 50 mil por mês.

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A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Edward Higino. O espaço segue aberto para manifestações.

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Demissão

A demissão de Edward Higino foi publicada na última quarta-feira (9/9), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Segundo o documento, a medida teve como base infrações disciplinares previstas na antiga Lei nº 4.878/1965, relacionadas ao recebimento de vantagens em razão do cargo e ao uso abusivo da condição de policial.