Padrão milícia: grupo que expulsava moradores de lotes é alvo da PCDF.
PCDF deflagra 3ª fase da Operação Imperium no Sol Nascente (DF). O grupo é suspeito de expulsar moradores de imóveis e revender os lotes

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7/8), a terceira fase da Operação Imperium. Com apoio da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão no Sol Nascente (DF). Até o momento, não houve prisão.
Vídeo das buscas:
Dos quatro investigados, a coluna Na Mira apurou que dois estão foragidos. O grupo é suspeito de expulsar moradores de seus imóveis por meio de ameaças e violência para, em seguida, vender os lotes ilegalmente a terceiros. A atuação da quadrilha se concentrava principalmente no Sol Nascente.
Segundo as investigações, o modus operandi era semelhante ao de milícias que atuam no Rio de Janeiro. Os criminosos invadiam residências, especialmente no Trecho 3 do Sol Nascente, intimidavam os ocupantes e os obrigavam a abandonar os imóveis. Depois, negociavam os lotes com outras pessoas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo último dia 27 de julho, a PCDF prendeu Matheus Vinícius Silva de Freitas (imagem abaixo na galeria), de 29 anos, apontado como líder da organização criminosa. Ele foi localizado no Sol Nascente.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, tentou escapar pelos telhados das casas, causando danos aos imóveis e insegurança aos moradores da região, conforme apurou o Metrópoles.

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Ver todasMais detalhes:
- As investigações começaram após uma denúncia registrada em 23 de fevereiro;
- Uma vítima procurou a polícia relatando que havia sido agredida e expulsa da própria residência, no Sol Nascente;
- Os criminosos também roubaram a motocicleta da vítima, que afirmou ter recebido ameaças para abandonar definitivamente o imóvel;
- Os investigados respondem por crimes como roubo de veículo, esbulho possessório, associação criminosa e ameaça;
- A PCDF também apura a prática de estelionato, já que, em alguns casos, o grupo recebia o dinheiro pela venda dos lotes e desaparecia.
Lote por R$ 30 a 60 mil
Durante as diligências, os investigadores descobriram que um dos integrantes da quadrilha chegou a “vender” o lote da vítima por R$ 30 mil. Após receber a transferência bancária, o suspeito desapareceu.
A PCDF identificou ainda outro caso na mesma rua. A segunda vítima relatou que quatro homens armados invadiram a propriedade e ameaçaram tanto ela quanto o caseiro, exigindo que deixassem o imóvel e não retornassem. Em seguida, de acordo com a investigação, Matheus Vinícius negociou a residência com um terceiro por R$ 60 mil.










