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Na Mira

Operador detalha acidente que matou trabalhador em obra na Asa Sul

Genilson dos Santos Abreu, de 49 anos, morreu soterrado na construção de um prédio na 116 Sul, nessa terça-feira (16/5)

, , 17/06/2026 18:41, atualizado 17/06/2026 19:24
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LUIS NOVA/METRÓPOLES (@LuisGustavoNova)
Operador detalha acidente que matou trabalhador em obra na Asa Sul

O operador da máquina envolvido no acidente que culminou na morte de um trabalhador, em uma obra da construtora Lotus na SQS 116 detalhou em depoimento à polícia como aconteceu o acidente. A vítima, Genilson dos Santos Abreu, de 49 anos, foi soterrada e morreu enquanto trabalhava em uma rede de esgoto nessa terça-feira (16/5). O operador relatou que só tinha o lado direito livre para manusear a minicarregadeira, porque do outro lado ficava o vestiário dos operários.

“O meu lado esquerdo não tinha espaço porque tinha um vestiário do pessoal da obra. Do lado direito é onde eu estava tendo o único local para trabalhar com a máquina, para ir e voltar com esses tubos”, disse no depoimento.

No momento do acidente, tanto o operador da máquina quanto a vítima atuavam na obra de construção da rede de esgoto. O operador descreveu que o trabalho envolvia pegar um tubo com a máquina e colocar na vala. Genilson fazia a instalação e concretagem, e o operador voltava para pegar outro tubo, “assim sucessivamente”. Segundo ele, o mesmo trabalho estava sendo executado seguidamente há um mês.

O operário contou que, em determinado momento, quando foi voltar para pegar outro tubo, o chão cedeu devido ao peso da máquina.

“Aí o rapaz estava lá embaixo, eu desci o tubo, ele fez a instalação, eu virei a máquina para o lado oposto. Eu estava puxando o barro para poder alinhar para eu conseguir trabalhar mais na frente e descer outros tubos. Só que quando eu voltei, o barranco cedeu com o peso da máquina”, detalhou.

Ainda de acordo com o depoimento do operador, a máquina não chegou a encostar em Genilson, que foi soterrado pela areia.

Operador de máquina começou na empresa como servente

O trabalhador atuava na Antera Construtora – empresa responsável pela construção da rede de esgoto – há mais de quatro anos. Sua primeira função foi como servente, depois almoxarifado e por último operador de máquina.

À polícia, ele afirmou que tinha licença para operar a minicarregadeira e que tinha quase um mês que estava atuando na obra, junto da vítima.

Outro funcionário, que estava no momento do acidente, contou que a vítima chegou a sair da vala antes de a máquina voltar a operar, todavia, ele retornou ao buraco. No depoimento, a testemunha afirmou que chegou a gritar para alertar Genilson, mas não tinha mais tempo.

“Aí quando ele colocou a manilha, ele foi lá para frente do buraco, certo? Depois veio para sair, tava saindo, no que ele tava saindo já, aí eu mandei a máquina andar para poder descer outra manilha. Aí, nisso ele voltou. No que ele voltou, que eu falei: ‘Não vai, meu filho’. Que ele tentou voltar, a vala fechou.”

A polícia também ouviu um engenheiro da Lotus responsável pela obra, que afirmou que contrataram a Antera para realizar o serviço da construção da rede de esgoto e que verificaram a legalidade da prestação do serviço.

“A gente contrata uma empresa especializada em redes externas, esgoto, águas pluviais para executar esse serviço que estava sendo realizado. É, o procedimento tava correto, normalmente a gente pega as documentações, máquina, documentação do colaborador, tudo certinho para que ele consiga trabalhar”, afirmou à polícia.

A Polícia Civil investiga o caso para apurar as eventuais responsabilidades.

Sindicato dos Trabalhadores na Indústria fará vistoria na obra

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICOMBE) informou que vai realizar vistorias na obra da construtora Lotus, na SQS 116, onde Genilson morreu.

De acordo com o presidente do sindicato, Raimundo Salvador, representantes da entidade estiveram no local do acidente, por volta das 7h desta quarta-feira (17/6), mas encontraram a obra fechada em razão do acidente. Segundo ele, as atividades foram suspensas e uma análise das condições de trabalho deverá ser realizada nos próximos dias.

“Vamos fazer visitas ao local para avaliar as condições de trabalho. Saber se está tudo dentro das normas e se o procedimento realizado na escavação foi o correto”, destacou.

Raimundo relatou que o sindicato havia visitado o canteiro de obras anteriormente. “Estivemos no local em fevereiro fazendo uma palestra e falamos justamente sobre segurança do trabalho”, afirmou.

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Vistorias serão realizadas no local onde trabalhador morreu soterrado
O operador da máquina recebeu atendimento no local
Um trabalhador da obra faleceu ao ser soterrado pela máquina
A obra acontece no bloco H da SQS 116
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e atendeu à ocorrência
Acidente em obra da Lotus, bloco H da SQS 116
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Acidente em obra da Lotus, bloco H da SQS 116

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Vistorias serão realizadas no local onde trabalhador morreu soterrado
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Vistorias serão realizadas no local onde trabalhador morreu soterrado

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O operador da máquina recebeu atendimento no local
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O operador da máquina recebeu atendimento no local

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Um trabalhador da obra faleceu ao ser soterrado pela máquina
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Um trabalhador da obra faleceu ao ser soterrado pela máquina

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A obra acontece no bloco H da SQS 116
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A obra acontece no bloco H da SQS 116

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O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e atendeu à ocorrência
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O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado e atendeu à ocorrência

Michael Melo/Metrópoles
 (@michaelmelo)

Em nota, a empresa Lotus lamentou a morte de Genilson e afirmou que adota rigorosos protocolos de segurança.

“A Lotus adota rigorosos protocolos de segurança em todos os seus empreendimentos e mantém a contratação permanente de uma empresa especializada, responsável pela realização periódica de auditorias e inspeções técnicas para avaliar as condições de segurança das obras. […] Neste momento de dor e consternação, a prioridade absoluta da Lotus é prestar todo o acolhimento, respeito e assistência necessários aos familiares de Genilson, bem como oferecer suporte aos colaboradores e profissionais impactados por esta perda tão repentina”, finaliza a nota da empresa.

A Antera Construtora também emitiu nota lamentando o acidente e informou que presta assistência à família da vítima.

“Genilson prestou serviços à empresa por quase cinco anos e nunca apresentou qualquer conduta que o desabonasse em seu ambiente de trabalho. As circunstâncias do ocorrido serão apuradas pelos órgãos competentes”, informou a construtora.