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O que disse pastor, pai de “serial estuprador”, sobre dívida milionária
O pastor Marcos Antônio Santos Campos informou que “nenhuma decisão financeira relevante foi tomada unilateralmente”
atualizado
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Após a divulgação do relatório financeiro da Igreja Batista Filadélfia, no Guará (DF), que aponta uma dívida de R$ 1,8 milhão, o pastor Marcos Antônio Santos Campos informou que “nenhuma decisão financeira relevante foi tomada unilateralmente” e que “as contas da igreja são apresentadas à Assembleia Geral”.
Segundo o pastor, os membros já tinham conhecimento de impostos que deixaram de ser pagos durante a pandemia e das dificuldades financeiras enfrentadas novamente em 2025. “Nossa arrecadação, que vinha em recuperação, sofreu novo baque. O gerente administrativo voltou a enfrentar dificuldades para honrar compromissos”, declarou.
Marcos também defendeu sua remuneração, afirmando que sempre foi “justa e correta”, com reajustes aprovados pelo corpo diaconal e pela assembleia. Ele disse ainda que não recebe salário desde janeiro de 2026.
Sobre sua saída, o pastor afirmou que não foi afastado, mas jubilado, decisão que, segundo ele, foi tomada por orientação jurídica e eclesiástica, para preservar a instituição após o caso envolvendo seu filho (Gabriel de Sá). “Depois de tudo o que aconteceu, entendi que não tinha mais condições emocionais e pastorais de continuar à frente da igreja. Voluntariamente, pedi meu jubilamento”, disse.
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Mais detalhes:
- Apuração da coluna Na Mira aponta que o relatório, elaborado após auditoria interna e aprovado em assembleia, revelou um rombo milionário e uma grave crise financeira durante a gestão de Marcos Antônio Santos Campos.
- A igreja acumula R$ 1,8 milhão em dívidas, sendo R$ 1,49 milhão em débitos tributários (82% do total) e R$ 322 mil em outras obrigações. Há ainda um déficit mensal de R$ 275 mil.
- Nos últimos cinco anos, foram investidos R$ 3,9 milhões em obras sem a formação de reservas financeiras, o que agravou a situação.
- No mesmo período, o pastor recebia salário de R$ 49 mil. Após a divulgação do relatório, ele deixou a liderança.
Abusos sexuais
A crise financeira ocorre em paralelo a um escândalo envolvendo Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, filho do pastor. Ele foi preso e se tornou réu por abusos sexuais contra adolescentes da igreja. Os crimes teriam ocorrido desde 2019, com ao menos quatro vítimas entre 10 e 16 anos.
De acordo com a Polícia Civil, Gabriel de Sá utilizava a posição para ganhar a confiança dos jovens e cometer abusos de forma recorrente. Há relatos de que integrantes da liderança minimizaram denúncias e tentaram evitar que o caso fosse levado às autoridades.
Mais informações:
- Os abusos cometidos por Gabriel de Sá foram investigados pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará 2).
- O investigado foi preso em 19 de dezembro de 2025 e, em 11 de fevereiro, teve a prisão convertida em preventiva.
- Gabriel, ex-líder religioso, tornou-se réu por estuprar 8 adolescentes da Igreja Filadélfia, localizada no Guará (DF).
- Ele também se aproveitava da função como instrutor de um curso de “integridade sexual”, oferecido pela igreja para adolescentes, para obter informações íntimas das vítimas.
- De acordo com relatos, ele acariciava as partes íntimas das vítimas, que se incomodavam e pediam para parar, mas ele continuava insistentemente.
- Ele foi transferido para a Papuda em 13 de fevereiro deste ano.
“Festas do pijama”
As investigações indicam que os abusos ocorreram tanto na igreja, quanto na casa do acusado. Ele também promovia atividades, como “festas do pijama” e sessões de filmes, para se aproximar das vítimas. O padrão descrito aponta manipulação psicológica e escolha gradual dos adolescentes.
O caso levanta questionamentos sobre a atuação da liderança diante das denúncias. Em um dos episódios, o ocorrido teria sido tratado como “brincadeira” e “ato involuntário”, com pedido de silêncio à família da vítima.






