Mulher diz que ficou "frente a frente" com animal que matou cães no DF
A moradora de Planaltina (DF) contou à coluna Na Mira que viu o animal que atacou seus cães: “Eu estive frente a frente com ela [a onça]”

Uma moradora do Núcleo Rural Pipiripau II, em Planaltina (DF), afirma ter visto um animal silvestre rondando a propriedade onde mora, na madrugada desta quinta-feira (20/8), dias após vários cães dela terem aparecido mortos e feridos. A coluna Na Mira revelou, nessa quarta-feira (19/8), a explosão de casos de bichos feridos na região e o mistério que intriga os moradores.
A tutora dos cães mortos é Ana Lídia Gonçalves, 42 anos. Os primeiros ataques aos animais da vítima ocorreram em 3 de agosto, segundo ela.
Ana Lídia acredita que o animal silvestre encontrado próximo à casa dela seja uma onça-preta. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), no entanto, ainda não identificaram a espécie e não confirmam que trata-se de uma onça. As equipes seguem atuando e prestando assistência aos moradores da região.
A moradora diz ter ficado “frente a frente” com o animal silvestre, na última segunda-feira (17/8), e voltado a ver o bicho na madrugada dessa quinta (20/8). “Eu estive frente a frente dela [a suposta onça-preta]”. Vi uns olhos brilhando e peguei uma lanterna. Daí, quando eu iluminei, vi ela”, contou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa região próxima à casa de Ana Lídia vivem outras três famílias. A mulher conta que, anteriormente, os animais silvestres não costumavam se aproximar das residências. Ela acredita, no entanto, que a falta de alimento possa estar fazendo com que eles avancem para os quintais domésticos.
Diante da situação, Ana Lídia afirma que ela e outras famílias estão mudando a rotina para tentar evitar novos ataques e encontros com animais silvestres.
PM monitora a região
Policiais militares estiveram no local após os moradores relatarem diversos episódios envolvendo animais domésticos. Entre as informações apuradas pelas autoridades estão o desaparecimento de cães e o caso de um animal encontrado com ferimentos. Diante das ocorrências, os moradores levantaram a suspeita de que os ataques poderiam estar relacionados à presença de um animal silvestre na região.
Durante a averiguação, os policiais realizaram buscas no entorno da residência de Ana Lídia, bem como em áreas de vegetação e nas proximidades de uma mina d’água existente na propriedade. A equipe identificou possíveis vestígios da passagem de um animal de grande porte. No entanto, devido às condições secas do terreno, as marcas estavam pouco definidas, o que impossibilitou a confirmação da espécie.
O BPMA orientou os moradores a não se aproximarem nem tentarem capturar animais silvestres. Em caso de nova visualização, a recomendação é manter distância e redobrar os cuidados com os animais domésticos.
O batalhão reforça que relatos sobre a presença de animais silvestres devem ser comunicados às autoridades competentes, para que sejam realizadas as devidas averiguações e, se necessário, o monitoramento da área.

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O Instituto Brasília Ambiental confirma a visita realizada nessa quarta-feira. “Uma equipe técnica responsável pela gestão de fauna esteve na região do Núcleo Rural Pipiripau 2 em busca de vestígios como pegadas, fezes, ranhuras que pudessem corroborar com a presença da onça-pintada avistada no local”, conta o órgão. “No entanto, nada foi encontrado até o momento”, esclarece.
Servidores do órgão instalaram armadilhas fotográficas em pontos estratégicos da região e deixaram telefones para que os moradores contatem as equipes caso o animal ressurja na região. “A área técnica continuará acompanhando a situação.”
















