Morador de Taguatinga perde mais de R$ 100 mil no "golpe do cunhado".
Autor se passou por cunhado da vítima e fingiu vender um Corolla, uma lancha e um jet ski por R$ 100 mil. PCDF fez operação contra suspeitos

Policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) deflagraram, nesta segunda-feira (28/9), a Operação “Alter Ego”, que investiga um esquema de estelionatos e lavagem de capitais com atuação em diferentes estados da Federação. Uma das vítimas, moradora de Taguatinga, perdeu mais de R$ 101 mil durante uma negociação para a compra de veículos e outros bens.
Veja vídeo da operação:
A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Mato Grosso (PCMT) e do Paraná (PCPR). Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, além de medidas judiciais para o bloqueio e o sequestro de valores relacionados aos crimes investigados.
As investigações tiveram início em abril de 2026, após um morador de Taguatinga, que trabalha com compra e venda de veículos, procurar a delegacia e relatar ter sido enganada por um indivíduo que se passou por seu cunhado por meio de um aplicativo de mensagens. O criminoso ofereceu veículos e outros bens que, segundo ele, pertenceriam a um amigo que estaria passando por um processo de separação.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAcreditando na negociação, a vítima realizou diversas transferências, que totalizaram R$ 101.500. Entre os bens oferecidos estavam um Toyota Corolla, uma lancha, dois freezers e uma moto aquática.
Confira as conversas entre golpista e vítima:

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Ver todasGolpista fazia pesquisa nas redes sociais sobre vítimas
A partir das diligências, os investigadores identificaram cinco integrantes do grupo. Segundo as apurações, os suspeitos utilizavam técnicas de engenharia social e pesquisas em redes sociais para localizar e se aproximar de potenciais vítimas interessadas na compra de veículos e lanchas.
O trabalho investigativo apontou ainda que os envolvidos utilizavam diversas contas bancárias de terceiros para receber e movimentar os valores obtidos por meio dos golpes. Análises realizadas pelo Laboratório de Lavagem de Capitais da PCDF identificaram movimentações de aproximadamente R$ 200 mil relacionadas às contas vinculadas ao esquema.
Mais destalhes da Operação “Alter Ego”:
- Durante a investigação, também foram identificados indícios de outras vítimas e de golpes semelhantes praticados em diferentes estados.
- Ao longo das apurações foi identificado a participação de cinco investigados, localizados nos municípios de Várzea Grande (MT) e Ponta Grossa (PR).
- Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.
















