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Na Mira

Capitão do CBMDF que usou trabalhadores em obra particular recebe R$ 21 mil

O militar foi promovido em dezembro de 2025 a capitão, conforme publicação do DODF; segundo o contracheque, a remuneração é de R$ 21,7 mil

23/10/2026 07:42
Material cedido ao Metrópoles
Alexandre Felipe Zeidan

O capitão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) Alexandre Felipe Zeidan (foto em destaque), que foi punido com 5 dias de prisão disciplinar por utilizar funcionários da Associação de Pais, Alunos e Mestres (Apam) do Colégio Militar Dom Pedro II para realizar serviços particulares, recebe remuneração bruta de R$ 21,7 mil, segundo os dados do Portal da Transparência do DF.

Em dezembro do ano passado, Alexandre foi promovido ao posto de capitão do Quadro de Oficiais Bombeiros Militares (QOBM) por antiguidade, conforme publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Contracheque de capitão do CBMDF

Atualmente, ele responde a um processo administrativo por uso indevido de funcionários da Apam. Segundo o CBMDF, o caso já teve uma decisão, mas ainda há prazo para recurso. 

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Segundo apuração da coluna Na Mira, os trabalhadores teriam feito obras para o militar e durante um desses serviços, um funcionário teve um corte ao manusear uma serra elétrica.

Na época, Alexandre Felipe Zeidan ocupava o cargo de tesoureiro da Apam. Além do uso dos funcionários, o capitão também é alvo de denúncias envolvendo os veículos da associação. Segundo relatos recebidos pela coluna, ele teria utilizado um carro da entidade para trabalhar como motorista por aplicativo.

Os denunciantes afirmaram ainda que Zeidan teria comprado um automóvel utilizando o CNPJ da Apam e utilizado o cartão corporativo para abastecê-lo. A conduta do militar foi investigada pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Durante a apuração, o militar admitiu ter utilizado um veículo da associação para transportar funcionários até a própria residência.

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Testemunhas também confirmaram situações em que funcionários e recursos da associação foram utilizados para atender a interesses particulares do bombeiro.

“No curso das investigações dessa sindicância, ficou registrado que restaram confirmadas as condutas atribuídas a Zeidan, consistentes na utilização de trabalhadores vinculados à Apam e de recurso institucional em proveito próprio”, diz um trecho do documento.

A conduta foi considerada infração disciplinar grave. A punição consta no Boletim de Acesso Restrito (BAR) nº 052, de 15 de outubro de 2026, e ainda pode ser contestada por meio de recurso.

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Desligamento da Apam

Procurada pela reportagem, a Apam informou que Zeidan deixou o cargo de tesoureiro em abril deste ano e não faz mais parte da diretoria. A associação anunciou que vai abrir uma investigação interna para apurar o que aconteceu durante o período em que o militar integrou a entidade.

A Apam também quer descobrir se houve prejuízo financeiro. Caso identifique algum dano ao patrimônio, pretende calcular o valor e buscar o ressarcimento. A associação ressaltou que não compactua com irregularidades e que preza pela transparência e responsabilidade.

O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa de Alexandre Felipe Zeidan. O espaço segue aberto para manifestações.