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Marido de falsa milionária não paga fiança e é preso de novo
Marido de falsa milionária é líder de quadrilha especializada em invadir sistemas do Departamento de Trânsito (Detran-DF)
atualizado
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O líder de uma quadrilha especializada em invadir sistemas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) é marido de uma falsa milionária que aplicou golpes contra ao menos 160 fiéis em igrejas da região. Após ser solto na semana passada, Rafael Rocha de Oliveira voltou a ser preso após não pagar fiança de R$ 120 mil.
Vídeo da Operação Backdoor:
Casal do crime
Ele foi capturado no Setor de Rádio e TV Sul, área central de Brasília (DF), em uma ação de policiais civis da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). O estelionatário, Rafael é marido de Otaciane Teixeira Coelho, de 31 anos, conhecida como uma das maiores golpistas do Pará.
Ela foi presa na última terça-feira (14/4) pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil destaca a importância do registro de boletim de ocorrência em casos de golpe e orienta que possíveis novas vítimas procurem a 16ª Delegacia de Polícia.
Rafael Rocha já havia sido preso em novembro de 2025, durante a Operação Backdoor. Ele é apontado como líder de uma quadrilha especializada em fraudes no sistema do Detran-DF e na revenda ilegal de veículos.
Imagens:
Mais detalhes:
- Na época, a ação policial, conduzida pela 16ª DP (Planaltina), cumpriu mandados de prisão preventiva contra três integrantes da organização criminosa.
- As buscas foram feitas em Planaltina (DF), Vicente Pires (DF), Jardim Botânico (DF), Planaltina (GO) e Formosa (GO).
- Cinco veículos, entre eles duas BMW e um Porsche, foram apreendidos, além de bolsas de luxo usadas para lavar de dinheiro.
Operação Backdoor
As investigações apontaram que o líder do grupo utilizava credenciais de servidores do Detran-DF de forma fraudulenta. Ele acessava o sistema do órgão por meio da plataforma Gov.br, geralmente após o expediente, o que permitia retirar multas e efetuar transferências irregulares.
- O criminoso realizava alterações administrativas sem que os servidores legítimos percebessem.
- Até o momento, foram identificadas fraudes envolvendo pelo menos 15 servidores públicos.
- As investigações também apontam que o grupo reinseria os lucros ilícitos na economia formal por meio de agiotagem.
Os criminosos atuavam de maneira estruturada e hierarquizada. Um dos membros alugava veículos de terceiros e de locadoras, repassava os automóveis a vendedores, que deveriam revendê-los a terceiros “de boa-fé”. O esquema era operado a partir de transferências feitas ilicitamente no sistema do Detran-DF.
Auditoria e rastreabilidade
Na época da operação, o Detran-DF afirmou que “os fatos investigados dizem respeito ao uso indevido e fraudulento de credenciais individuais de servidores, acessadas de forma criminosa por terceiros, à revelia dos titulares e sem qualquer participação institucional”.
O órgão acrescentou que “mantém protocolos avançados de segurança, com monitoramento contínuo, trilhas de auditoria detalhadas e rastreabilidade completa dos acessos. Esses mecanismos permitiram identificar padrões anômalos, inconsistências e acessos suspeitos que têm subsidiado as autoridades policiais na investigação”.
A coluna Na Mira entrou em contato com a defesa dos investigados e aguarda retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.












