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Marido de falsa milionária não paga fiança e é preso de novo

Marido de falsa milionária é líder de quadrilha especializada em invadir sistemas do Departamento de Trânsito (Detran-DF)

atualizado

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Lara Abreu / Arte Metrópoles
Marido de falsa milionária não paga fiança e é preso de novo
1 de 1 Marido de falsa milionária não paga fiança e é preso de novo - Foto: Lara Abreu / Arte Metrópoles

O líder de uma quadrilha especializada em invadir sistemas do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) é marido de uma falsa milionária que aplicou golpes contra ao menos 160 fiéis em igrejas da região. Após ser solto na semana passada, Rafael Rocha de Oliveira voltou a ser preso após não pagar fiança de R$ 120 mil.

Vídeo da Operação Backdoor: 

Casal do crime

Ele foi capturado no Setor de Rádio e TV Sul, área central de Brasília (DF), em uma ação de policiais civis da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). O estelionatário, Rafael é marido de Otaciane Teixeira Coelho, de 31 anos, conhecida como uma das maiores golpistas do Pará.

Ela foi presa na última terça-feira (14/4) pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil destaca a importância do registro de boletim de ocorrência em casos de golpe e orienta que possíveis novas vítimas procurem a 16ª Delegacia de Polícia.

Rafael Rocha já havia sido preso em novembro de 2025, durante a Operação Backdoor. Ele é apontado como líder de uma quadrilha especializada em fraudes no sistema do Detran-DF e na revenda ilegal de veículos.

Imagens:

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BMW apreendida
Porsche apreendida
Ela chegou a ser presa em 2021 no DF por outro golpe
Otaciane Teixeira Coelho está sendo investigada como integrante do grupo
Ela se passava por herdeira de uma herança no valor de R$ 40 milhões
Rafael Rocha de Oliveira
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Rafael Rocha de Oliveira

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Ela chegou a ser presa em 2021 no DF por outro golpe
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Ela chegou a ser presa em 2021 no DF por outro golpe

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Otaciane Teixeira Coelho está sendo investigada como integrante do grupo
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Otaciane Teixeira Coelho está sendo investigada como integrante do grupo

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Ela se passava por herdeira de uma herança no valor de R$ 40 milhões
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Ela se passava por herdeira de uma herança no valor de R$ 40 milhões

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Mais detalhes:

  • Na época, a ação policial, conduzida pela 16ª DP (Planaltina), cumpriu mandados de prisão preventiva contra três integrantes da organização criminosa.
  • As buscas foram feitas em Planaltina (DF), Vicente Pires (DF), Jardim Botânico (DF), Planaltina (GO) e Formosa (GO).
  • Cinco veículos, entre eles duas BMW e um Porsche, foram apreendidos, além de bolsas de luxo usadas para lavar de dinheiro.

Operação Backdoor

As investigações apontaram que o líder do grupo utilizava credenciais de servidores do Detran-DF de forma fraudulenta. Ele acessava o sistema do órgão por meio da plataforma Gov.br, geralmente após o expediente, o que permitia retirar multas e efetuar transferências irregulares.


  • O criminoso realizava alterações administrativas sem que os servidores legítimos percebessem.
  • Até o momento, foram identificadas fraudes envolvendo pelo menos 15 servidores públicos.
  • As investigações também apontam que o grupo reinseria os lucros ilícitos na economia formal por meio de agiotagem.

Os criminosos atuavam de maneira estruturada e hierarquizada. Um dos membros alugava veículos de terceiros e de locadoras, repassava os automóveis a vendedores, que deveriam revendê-los a terceiros “de boa-fé”.  O esquema era operado a partir de transferências feitas ilicitamente no sistema do Detran-DF.

Auditoria e rastreabilidade

Na época da operação, o Detran-DF afirmou que “os fatos investigados dizem respeito ao uso indevido e fraudulento de credenciais individuais de servidores, acessadas de forma criminosa por terceiros, à revelia dos titulares e sem qualquer participação institucional”.

O órgão acrescentou que “mantém protocolos avançados de segurança, com monitoramento contínuo, trilhas de auditoria detalhadas e rastreabilidade completa dos acessos. Esses mecanismos permitiram identificar padrões anômalos, inconsistências e acessos suspeitos que têm subsidiado as autoridades policiais na investigação”.

A coluna Na Mira entrou em contato com a defesa dos investigados e aguarda retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

 

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