Líder de facção goiana ligada ao PCC é baleado na Bolívia; PF nega morte
Engri Júnior de Almeida Maia, o “Júnior Trindade”, foi atingido por tiros no país vizinho; notícias sobre a morte foram desmentidas pela PF

Engri Júnior de Almeida Maia, de 38 anos, conhecido como “Júnior Trindade” e apontado pelas forças de segurança como o foragido mais procurado do estado de Goiás, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital na Bolívia em estado gravíssimo. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na tarde deste sábado (24/10), em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.
Apesar de rumores e portais de notícias terem chegado a divulgar a morte de Júnior Trindade nas primeiras horas do dia, a Polícia Federal (PF) desmentiu a informação na manhã deste domingo (25/10). Segundo a corporação, o suspeito continua sob intensos cuidados médicos no país sul-americano.

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Ver todasAs circunstâncias exatas do ataque que resultou nos disparos recebidos pelo foragido ainda não foram confirmadas oficialmente. Duas hipóteses principais vêm sendo apuradas:
- Ação policial: a primeira versão aponta que Júnior teria sido atingido por agentes policiais bolivianos durante uma operação internacional coordenada em conjunto com a Polícia Federal brasileira.
- Guerra de facções: uma segunda versão sugere que o criminoso teria sido vítima de uma emboscada articulada por integrantes de uma facção rival que disputa o controle das rotas de tráfico na região de fronteira.
Conexão com o PCC
Júnior Trindade é apontado pelas investigações como o fundador e principal líder da Associação Amigos do Estado (ADE), facção criminosa criada há cerca de dez anos no município de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA organização atingiu proporções milionárias nos últimos anos, tornando-se alvo prioritário de operações do Ministério Público e das polícias Federal e Civil:
- R$ 70 milhões: Montante mínimo que a ADE teria movimentado por meio de um banco digital com vínculos diretos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo levantamentos da Polícia Federal.
- R$ 1 bilhão: Estimativa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para o volume total de dinheiro transacionado pela facção desde a sua criação.
Rota da droga
As investigações da PF revelam que o grupo utilizava uma logística complexa para abastecer o mercado nacional. A facção mantinha o uso estratégico de fazendas localizadas no estado do Tocantins, que serviam como entreposto e apoio logístico para o recebimento e distribuição de carregamentos de entorpecentes vindos diretamente da Bolívia.
As autoridades brasileiras acompanham os desdobramentos sobre o estado de saúde do foragido e trabalham junto aos órgãos bolivianos para esclarecer a dinâmica do ataque.

