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Jovem que matou Giovanna degolada já havia ameaçado mulheres com faca

Quando tinha 17 anos o assassino confesso da jovem assaltou duas mulheres e roubou celulares. À época, acabou apreendido pela PMDF

atualizado 03/12/2021 14:18

Homem de blusa cinzaMaterial cedido ao Metrópoles

Preso na madrugada desta sexta-feira (3/12) após confessar que matou a namorada, Giovanna Laura Santos Peters, 20 anos, Leandro de Araújo Marques (foto principal), 22, tinha histórico de violência. A coluna apurou que ele chegou a ser apreendido, quando tinha 17 anos, após assaltar duas mulheres com uma faca.

O ato infracional ocorreu em abril de 2017, no Parque de Águas Claras, por volta das 10h30. Na ocasião, ele estava em uma bicicleta branca e usou uma faca para anunciar o assalto a uma das vítimas, de 50 anos à época. O criminoso fugiu com um celular.

Veja fotos do acusado e da vítima:

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Em seguida, abordou, com violência, a segunda mulher, de 32, e também roubou o aparelho. A Polícia Militar foi acionada e localizou o autor. Leandro confessou o ato infracional e levou os militares até o local onde havia escondido os celulares e a faca. Ele acabou apreendido e conduzido à delegacia.

Entenda

Giovanna Laura Santos Peters estava desaparecida desde segunda-feira (29/11), quando foi para a casa do namorado, em Ceilândia Sul. Leandro de Araújo Marques está preso e confessou o crime. A coluna apurou que ele degolou a namorada dentro de casa e escondeu o corpo com pedras, em uma área de Taguatinga. Giovanna Laura trabalhava em uma creche, no Areal.

Segundo a família, a vítima teria ido à casa do namorado e ficou incomunicável após, supostamente, embarcar em um carro de transporte por aplicativo. Ao registrar ocorrência, a mãe pediu auxílio de Leandro. Ela acreditava que o jovem poderia ajudar a polícia com mais informações. Entretanto, o rapaz afirmou que não podia comparecer à unidade policial porque estaria trabalhando em uma chácara.

Diante disso, os policiais foram até o local onde o suspeito trabalhava e colheram o depoimento. Inicialmente, ele disse tê-la visto pela última vez somente na segunda-feira pela manhã. Afirmou que Giovanna teria dormido em sua casa de domingo para segunda e que ela teria pedido um transporte por aplicativo a fim de voltar para casa, em Samambaia.

Detalhou que, no fim de semana, passou a noite sozinho com Giovanna. Durante as investigações, os policiais conseguiram identificar pontos divergentes na versão de Leandro, uma vez que nenhum motorista por aplicativo teria sido acionado ao endereço, conforme ele havia informado.

Os policiais, então, voltaram à residência do suspeito com o objetivo de localizar o celular da jovem. No local, os investigadores perceberam manchas de sangue em uma cadeira da sala. No imóvel, também tinha uma camiseta branca com manchas, aparentemente, de sangue em um cesto de roupas que estava no banheiro.

Na lavanderia, as equipes encontraram um facão com manchas escuras. Os indícios fizeram com que os policiais acionassem a perícia para o local. Os peritos chegaram ao local de madrugada e confirmaram as manchas de sangue na cadeira e no chão da sala.

Também havia vestígios na porta de um dos quartos. Os investigadores descobriram ainda que, na noite do último domingo (28), Leandro teria circulado por Ceilândia, fato também omitido pelo autor.

Confissão

Confrontado, o jovem confessou o crime para a família. A polícia foi acionada e Leandro levou os investigadores até o local onde escondeu o corpo. O cadáver estava em avançado estado de decomposição em uma região de mata, em Taguatinga, nos fundos da antiga Academia de Polícia Civil.

Leandro recebeu voz de prisão e não reagiu. Ele relatou que havia terminado o relacionamento com a vítima e que retornaram posteriormente. Porém, tomou conhecimento de que ela havia se relacionado com outras pessoas. Na noite de domingo (28/11), eles tiveram relações na casa do autor.

Logo em seguida, passaram a discutir. Segundo o acusado, a vítima o xingou e o agrediu fisicamente, oportunidade em que ele a segurou por trás e cortou o pescoço com uma faca. Leandro ocultou o cadáver até a manhã do dia seguinte.

Além disso, ele usou o carro de um amigo para levar o corpo até a mata. O cadáver estava coberto por várias pedras grandes. Questionado informalmente sobre o celular da vítima e a faca utilizada no crime, o jovem disse que havia jogado fora.

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