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Na Mira

Homem que agrediu a ex com joelhadas na Feira do Guará é preso

Augusto Cardoso Feitosa espancou a ex-companheira com joelhadas dentro da Feira do Guará, no último domingo (3/5). Após o crime, ele fugiu

07/05/2026 12:27, atualizado 07/05/2026 23:46
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Reprodução / Redes sociais
Homem que agrediu a ex com joelhadas na Feira do Guará é preso

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (7/5), Augusto Cardoso Feitosa, de 40 anos (foto em destaque), que espancou a ex-mulher Mirla Alves de Araújo, de 39 anos, na Feira do Guará, no Distrito Federal, no último domingo (3/5).

O homem foi localizado em Taguatinga Norte (DF), quatro dias após o crime. O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Guará e cumprido pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará).

De acordo com a corporação, policiais civis localizaram o suspeito após diligências e levantamento de informações sobre o paradeiro dele.

Após a prisão, Augusto foi levado para a carceragem da PCDF, onde permanece à disposição da Justiça. Não houve pagamento de fiança.

Ele será indiciado por tentativa de feminicídio, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas.

“Casos de violência doméstica exigem resposta rápida e articulada do Estado. Nesta ocorrência, em menos de 24 horas houve representação da Polícia Civil pela prisão preventiva, manifestação do Ministério Público, decisão judicial e cumprimento do mandado pela equipe da 4ª DP, evitando-se o risco concreto de reiteração das agressões e garantindo maior proteção à vítima”, afirmou o delegado Marcos Loures.

Histórico violento

Um levantamento dos registros judiciais revela um histórico marcado por episódios de violência doméstica, ameaças, lesão corporal, violação de domicílio e perturbação do sossego, entre outros delitos previstos no Código Penal e em legislações específicas.

A coluna Na Mira apurou que Augusto Cardoso acumula oito passagens pela polícia e uma condenação com trânsito em julgado.

Os processos tiveram desfechos variados ao longo dos anos. Parte deles foi encerrada com trânsito em julgado — quando não cabem mais recursos — em decisões proferidas entre 2015 e 2023. Entre os casos, destaca-se uma condenação em 2015 por tentativa de homicídio qualificado, com pena fixada em quatro anos de reclusão.

Também consta nos registros uma ocorrência relacionada à Lei de Drogas, referente ao porte de entorpecentes para consumo pessoal, igualmente com decisão definitiva da Justiça.

Relacionamento marcado por ameaças

Ao Metrópoles, a vítima contou que manteve um relacionamento de 11 anos com o suspeito. De acordo com a mulher, o casamento foi marcado por violência, ameaças e episódios de ciúmes. A comerciante já possuía uma medida protetiva contra o homem havia cerca de três meses, após ele invadir sua casa e ameaçá-la.

Mesmo assim, os dois passaram a trabalhar na mesma feira — ele, há cerca de dois meses, em uma banca próxima à que ela comanda. Mirla afirma que a situação se agravou após o suspeito fazer publicações nas redes sociais com ofensas contra ela e familiares, no último sábado (2/5).

No dia seguinte, ao tentar conversar com os responsáveis pela banca onde ele trabalhava, a mulher relata que os chefes de Augusto não deram importância à situação.

“Levei muita joelhada na cabeça”

“Quando eu fui almoçar, ele chegou na minha banca para me intimidar, cobrar satisfação e me xingando. Pegou faca, cadeira, me deu joelhadas e puxou muito meu cabelo”, contou Mirla.

Ainda segundo a vítima, o homem utilizou diversos objetos durante o ataque, incluindo um extintor de incêndio e pedaços de madeira. Ela sofreu múltiplas agressões, levou golpes na cabeça e precisou de atendimento médico.

“Levei muita pancada, muita joelhada na cabeça. Tive traumatismo. Ele tentou me matar. Só não morri porque tinha muita gente no local”, afirma.

Após as agressões, o suspeito fugiu de carro. Mirla foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames, e precisou levar sete pontos em um ferimento no pé. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia.