Golpistas usavam scripts para vender falsos consórcios de imóveis no DF
Os vendedores seguiam um roteiro que consistia em fazer uma série de perguntas por meio de ligação telefônica para enganar as vítimas

Os golpistas que faziam parte do esquema de venda de falsos consórcios no Distrito Federal utilizavam scripts para enganar os clientes. A descoberta foi feita pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após a realização de buscas e apreensões em 11 endereços comerciais e residenciais ligados a empresas e pessoas investigadas por meio da Operação Deceptus.
A Operação Deceptus apontou que o grupo criminoso atraía potenciais clientes por meio de falsos anúncios de imóveis divulgados em redes sociais, com ofertas de aquisição mediante pagamento de uma entrada facilitada.
O script apreendido mostra um roteiro que consistia em fazer uma série de perguntas, por meio de ligação telefônica, em relação à situação financeira de clientes. “A senhora mora de aluguel ou em casa própria? A senhora conseguiria assumir uma parcela de quanto no mês?” eram algumas das perguntas realizadas. Após o questionário, os clientes eram chamados para encontrar os vendedores em um escritório.

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Ver todasO esquema teria como principais alvos pessoas de baixa renda e de baixo grau de escolaridade, muitas delas interessadas em obter condições facilitadas para realizar o sonho de adquirir a casa própria.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesUma vítima ouvida pelo Metrópoles relatou que estava realizando pesquisas para adquirir um imóvel próprio e recebeu a ligação de um vendedor que ela nunca tinha entrado em contato. “A maioria dos contatos que eu estava fazendo era por WhatsApp, pediam dados para fazer análise de crédito e pouca gente ligava. Aí teve um dia que uma pessoa me ligou no WhatsApp, fez algumas perguntas e falou que tinha uma oferta boa para mim, mas eu recusei e bloqueei ele”, contou.
As investigações apontam que as empresas envolvidas atuam no Distrito Federal pelo menos desde 2021 e que centenas de clientes teriam sido prejudicados. O grupo acumulou, ao longo dos anos, um expressivo volume de ocorrências policiais, processos na esfera cível e reclamações registradas em plataformas e sites na internet.
Carros de luxo
Durante as buscas realizadas na residência do casal apontado como responsável pelas empresas, foram apreendidos dois veículos de luxo: uma BMW X4, avaliada em aproximadamente R$ 300 mil, e um Audi A5, estimado em R$ 150 mil. Também foram recolhidos aparelhos eletrônicos, agendas e documentos relacionados às empresas investigadas.
A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio das contas bancárias das empresas e de seus proprietários, totalizando aproximadamente R$ 1 milhão.
A PCDF segue investigando o esquema para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado às vítimas.










