Na Mira

Entenda como falsas servidoras do Cras davam o “golpe da cesta básica”

As mulheres que integravam a quadrilha visitavam as vítimas em suas residências e informavam que elas haviam ganhado uma cesta básica

atualizado

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Mulheres ao lado de idosa
1 de 1 Mulheres ao lado de idosa - Foto: Reprodução

Duas mulheres investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) se passavam por servidoras do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) para aplicar o chamado “golpe da cesta básica” em idosos da capital do país.

A organização liderada por essas criminosas também contava com outros integrantes. O grupo foi alvo de uma operação nesta terça-feira (18/2).

De acordo com as investigações, as mulheres visitavam as vítimas em suas residências e informavam que elas haviam ganhado uma cesta básica. Contudo, para recebê-la, as autoras coletavam os dados pessoais das vítimas e, principalmente, tiravam fotografias de seus rostos.

Na posse das informações, as golpistas promoviam a abertura de contas bancárias em nome das vítimas para, na sequência, contrair empréstimos e realizar transferências bancárias para contas de outros integrantes do grupo.

Veja estelionatárias aplicando o “golpe da cesta básica”:

 

Líderes do esquema

Duas mulheres são apontadas como sendo as executoras das fraudes. Os demais criminosos auxiliavam na abertura de contas bancárias falsas em nome das vítimas e emprestavam suas contas para que fossem recebidos os valores ilicitamente auferidos com os empréstimos fraudulentos realizados.

Bianca Kelly Santos Rodrigues, 29 anos, é alvo de um dos seis mandados de prisão cumpridos nesta terça. Cleonice Maria de Almeida, 35, também exerceria função importante na organização criminosa supostamente cooptando laranjas para emprestar contas bancárias, nas quais o dinheiro fruto dos golpes seria depositado.

Os outros presos são Vanessa Carvalho de Santana, 31, Stephanie Cristina Cruz Silva, 27, Rafael Lira de Araújo, 33, e Lucas Gabriel de Oliveira Queiroz, 28.

Prejuízo

Até o momento, foram identificadas 11 vítimas do grupo criminoso, a maioria idosos entre 60 e 80 anos. Os golpes cometidos foram praticados entre os meses de setembro e dezembro de 2024.

Segundo as apurações policiais, o prejuízo experimentado por cada vítima variava entre R$ 3 mil e R$ 50 mil. Os investigados foram indiciados pelo crime de organização criminosa e estão sujeitos a pena de 3 a 8 anos de prisão.

Os autores ainda irão responder pelos crimes de estelionato que tenham participado. A pena por cada um destes delitos pode alcançar os 10 anos de prisão, por envolver vítimas idosas.

Equipes da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) cumpre seis mandados de prisão e seis de busca e apreensão.

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