GDF e Taurus devem indenizar PM após disparo acidental de arma
O acidente ocorreu em 2015 e o trânsito em julgado veio em 2022. Ele deve receber mais de R$ 206 mil por danos morais, materiais e estéticos

A fabricante de armas Taurus, em conjunto com o Governo do Distrito Federal, foi condenada a indenizar em mais de R$ 206 mil um policial militar que teve a perna dilacerada por dois tiros de uma pistola que disparou sozinha no coldre. O acidente ocorreu em 2015 e o trânsito em julgado veio em 2022.
Conforme narrado por Ronaldo Machado, que entrou com a ação, ele foi até uma passarela de acesso que fica próxima à estação de metrô da QR 208 de Samambaia. Ao descer da viatura em que estava, colocou a arma no coldre e ouviu dois disparos simultâneos, que atingiram em cheio uma das pernas.

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Ver todasEle precisou de ser levado ao Hospital Regional de Samambaia e, posteriormente, passou por cirurgia no Hospital de Base. Segundo o PM, até hoje ele segue em tratamento fisioterápico para tentar restabelecer movimento no tornozelo direito.
Veja as imagens:
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm primeira instância, relata a advogada Déborah Maciel Gontijo, o pedido chegou a ser negado. Ela recorreu e conseguiu reverter, pelo menos parcialmente, a decisão. Ela pediu indenização a título de danos morais, materiais e estéticos que, somados, chegavam a R$ 585 mil e a Justiça considerou que pouco mais de R$ 206 mil seriam suficientes.
“Este resultado é muito mais importante pela justiça sendo feita do que pelo valor. Até hoje o Ronaldo sofre sequelas, não consegue andar direito e precisou se aposentar”, destaca a advogada.
A reportagem entrou em contato com as assessorias do GDF e a Taurus e aguarda resposta.














