Engenheiro é espancado e morto ao se afastar de ato político de Lula
Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, chegou a ser socorrido e levado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos; polícia investiga
25/10/2026 19:12, atualizado 25/10/2026 19:13

O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu neste domingo (25/10), em decorrência de graves agressões sofridas no final de semana em Santos, no litoral paulista. A vítima havia sido encontrada desacordada na madrugada de sábado (24), após ter se afastado de um evento cultural e político. A Polícia Civil de São Paulo investiga.
Segundo relatos de testemunhas, Marcelo acompanhava a apresentação da Banda Esquerdantina na região da Avenida Conselheiro Nébias, durante um ato de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por volta das 3h da manhã de sábado, o engenheiro disse a amigos que iria ao banheiro, mas não retornou.

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Ver todasPreocupados com o sumiço prolongado, colegas iniciaram buscas pela região. O jovem foi localizado inconsciente na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas, apresentando marcas de espancamento.
Socorro e internação
Acionado por populares e amigos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou os primeiros socorros no local e encaminhou Marcelo em estado grave para a Santa Casa de Santos. O jovem permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante o sábado e o domingo, mas não resistiu à gravidade das lesões cerebrais e corporais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAté o fechamento desta edição, as autoridades policiais ainda não haviam identificado os responsáveis pelas agressões. A motivação do crime permanece desconhecida e sob investigação.
Embora o crime tenha ocorrido nos arredores de uma manifestação política, não há confirmação oficial da Polícia Civil de que o ataque tenha tido motivação política ou de homofobia. Nenhuma hipótese foi descartada pelos investigadores.
Família quer justiça
A Banda Esquerdantina divulgou nota oficial manifestando profunda solidariedade aos familiares e amigos de Marcelo. No comunicado, o grupo cobrou rigor na apuração do caso, a identificação imediata dos agressores e repudiou qualquer ato de intolerância.
Familiares e amigos do jovem realizaram manifestações nas redes sociais cobrando agilidade do Estado na solução do caso. Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou formalmente localizado.

