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“Don Juan” indígena vira réu por furto de celular de taxista no DF
Jorge Murilo Oliveira Siqueira, 30 anos, também é investigado por utilizar cartões da ex-namorada para subtrair quase R$ 60 mil dela
atualizado
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A Justiça do Distrito Federal aceitou a denúncia contra Jorge Murilo Oliveira Siqueira (foto em destaque), 30 anos, por furtar o aparelho celular de um taxista em outubro de 2025. O homem conhecido pela alcunha de “Don Juan indígena” também é investigado por dar um golpe amoroso de quase R$ 60 mil em uma ex-namorada.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu por volta das 22h50 do dia 20 de outubro, no ponto de táxi em frente à Rodoviária Interestadual de Brasília.
O taxista havia comprado um smartphone Motorola Moto G35 naquela mesma noite. Enquanto estava no ponto de táxi, ele guardou o celular novo, ainda na caixa original, no porta-luvas de seu veículo, que permaneceu destrancado.
Jorge, que fingia estar esperando um transporte no local, aproveitou o momento em que a vítima se afastou para abrir a porta do carro e subtrair o objeto.
A ação, no entanto, foi percebida por uma testemunha, que alertou o taxista imediatamente. Ao ser confrontado pela vítima e pela segurança do local, Jorge inicialmente negou o crime, mas acabou devolvendo o celular, alegando falsamente que o aparelho “teria caído” do porta-luvas.
A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão em flagrante do indígena.
O acusado chegou a ser intimado para uma audiência de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) pelo MPDFT, mas não houve prosseguimento em virtude das passagens que o denunciado ostenta.
Veja fotos do indígena:
Golpe de R$ 60 mil
A história entre a ex-namorada e o indígena começou quando ela conheceu Murilo — que tinha vindo de uma aldeia em Pernambuco — em terras próximas ao Santuário Sagrado dos Pajés, no Noroeste (DF), onde ela realizava trabalhos voluntários, em abril de 2025. Lá, a mulher ofereceu um emprego ao indígena, como motorista e segurança particular.
Jorge Murilo acabou indo morar com a vítima, em Paracatu (MG). Durante a convivência, de acordo com a mulher, eles acabaram se relacionando brevemente. Foi quando as coisas começaram a mudar. O suspeito passou a ser agressivo e teria, até, ameaçado a vítima de morte.
Os furtos teriam sido cometidos por Murilo no período em que o indígena trabalhava para ela em Paracatu, época em que estava passando por um momento de bastante fragilidade.
Foi se aproveitando de toda essa situação que Jorge Murilo teria cometido os furtos contra a mulher.
“Percebi o primeiro pagamento em outubro de 2025, quando vi um valor na minha fatura. Ao contestar com o banco, descobri outros pagamentos, realizados na mesma máquina, utilizando dois cartões diferentes. No total, ele pegou cerca de R$ 54 mil”, recordou.
Nesse momento, em outubro, ela decidiu dar um basta na situação e o colocou para fora de casa, momento que ele acabou se envolvendo no furto do taxista no DF.












