Defesa suspeita que goiano, ex-aliado de Beira-Mar, foi envenenado
O traficante goiano Leonardo Dias, conhecido como "Barão do Tráfico", morreu na Santa Casa, em Campo Grande, após passar mal penitenciária

Após a morte do traficante goiano Leonardo Dias Mendonça (foto em destaque), de 63 anos, conhecido como “Barão do Tráfico” e apontado como ex-aliado de Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho (CV), a defesa dele emitiu uma nova nota na tarde desta sexta-feira (21/8) falando sobre uma suspeita de envenenamento. Leonardo morreu na quinta-feira (21/8), em Campo Grande (MS).
No comunicado (abaixo), a advogada Ana Cláudia Alves afirma que o corpo de Leonardo foi encaminhado para procedimentos sem que constasse no documento oficial uma informação de extrema gravidade, comunicada à família e à defesa por telefone: a existência de suspeita de envenenamento da vítima.
A defesa também afirmou considerar inaceitável que, em um momento de tamanha dor e gravidade, os familiares sejam submetidos a um estado de abandono e impotência.
Imagens:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF
Frequência de envio: Diário
Ver todasQuadro grave de saúde
Leonardo estava internado em estado grave desde segunda-feira (17/8), na Santa Casa de Campo Grande, após passar mal na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde cumpria pena. A morte foi confirmada pela defesa.
Em nota publicada nas redes sociais, a defesa informou que foi constatada a morte encefálica de Leonardo Dias Mendonça após o agravamento do quadro de saúde que levou à internação.
A defesa e a família aguardam as providências das autoridades para a liberação e o traslado do corpo. A intenção é que Leonardo seja levado para Goiás, onde mantinha residência e seus principais vínculos familiares.
Relação com Fernandinho Beira-Mar
Leonardo Dias Mendonça ficou conhecido por atuar no comércio de cocaína das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para Fernandinho Beira-Mar. Preso entre os anos 2000 e 2018, ele teria continuado a comandar operações de tráfico de drogas mesmo durante o período em que esteve encarcerado.
Fora da prisão, Leonardo Mendonça voltou a ser investigado em 2019 por suspeita de liderar uma organização criminosa responsável por carregamentos de 476 kg de cocaína em municípios de Goiás, entre eles São Miguel do Araguaia, Mundo Novo e Gouvelândia.
Em 2002, Leonardo foi apontado como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina e era procurado por autoridades de quatro países. Segundo a Polícia Federal, ele utilizava a compra de terras e gado para lavar dinheiro obtido com o tráfico e, mesmo preso, continuava a comandar uma organização criminosa internacional.












