Crianças estupradas denunciaram abusos a professor e líder de igreja
O homem foi preso em São Sebastião (DF) por estupro de duas crianças. Na casa do suspeito, os agentes acharam dentes que serão periciados

A coluna Na Mira conseguiu novos detalhes sobre o acusado por estupro de dois meninos de 9 e 10 anos em São Sebastião (DF). Foi apurado que as crianças denunciaram os abusos a um professor e ao líder de uma igreja. João Carlos dos Santos, de 58 anos (foto em destaque), foi preso pela 30ª Delegacia de Polícia nessa quarta-feira (21/7).
A apuração aponta que um professor de uma das vítimas observou uma mudança de compartamento durante uma aula e, posteriomente em ocasião reservada, conversou com a vítima, que detalhou a situação.
A outra vítima, contou do abuso que sofreu após uma aula de educação sexual realizada no ambiente da igreja que frequenta. Um dos líderes da instituição que conduzia a palestra em um contexto de prevenção percebeu que a criança levantou questionamentos específicos. O que acendeu um alerta. Posteriormente, a criança falou abertamente sobre a violência que sofreu com a pessoa que conduzia a aula.
As duas vítimas denunciaram os abusos para pessoas diferentes, em ambientes e ocasiões distintas.
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De acordo com o delegado Thiago Peralva, em 2019 João Carlos foi espancado sob suspeita de aliciar crianças. Em 10 de julho deste ano, ele foi agredido novamente. Na ocasião, procurou a delegacia e registrou boletim de ocorrência por roubo. Disse que foi atacado pelas costas e chamado de “jack”, gíria usada no sistema prisional brasileiro para se referir a criminosos condenados por crimes sexuais.
O Metrópoles apurou que, na ocasião, ele já estava sendo investigado por estupro de vulnerável, mas, como o pedido de prisão ainda estava sendo analisado pela Justiça do Distrito Federal, não foi possível prendê‑lo naquele momento.
Ainda segundo o delegado Thiago Peralva, da 30ª DP, João Carlos atraía as crianças com lanches, gibis e brinquedos. Ele chamava as vítimas para ir à casa dele, no bairro São Bartolomeu. Todo o material utilizado foi apreendido, informou o delegado.
Vídeo do delegado:
Perícia dos dentes achados na casa do investigado
Durante as diligências na casa do suspeito, os agentes também apreenderam uma caixinha com ao menos dez dentes, que podem ser das vítimas e de outras pessoas. Todo o material foi enviado à perícia e o resultado pode levar 30 dias. Interrogado, o investigado disse não se recordar da procedência dos dentes e não soube informar como os adquiriu.
Também foram apreendidos cinco aparelhos de telefone celular, brinquedos infantis, gibis, preservativos e um estojo com lápis e canetinhas.
Imagens:

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Ver todasA foto de João Carlos está sendo divulgada para que possíveis vítimas o denunciem. Qualquer informação adicional pode ser fornecida pelo Disque-Denúncia: 197, pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br ou pelo WhatsApp: (61) 9 8626-1197.
Parentes das vítimas fez a denúncia
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Thiago Peralva, as investigações que deflagraram a “Operação Themis” tiveram início a partir de comunicação formal apresentada por familiar responsável pelas vítimas, que relatou suspeita de abusos sexuais praticados por um conhecido da família.
Vídeo das buscas, prisão e do material apreendido:
Após a oitiva das pessoas envolvidas e a adoção das providências investigativas cabíveis, a apuração foi conduzida pelos investigadores lotados na Seção de Atendimento à Mulher da 30ª DP, em razão de serem capacitados no atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência.
Durante o interrogatório, o investigado confirmou que mantém relação próxima com as crianças e que as recebeu em sua residência em diversas ocasiões, porém negou a acusação de crime sexual. Também foi apurado que o investigado foi vítima de crimes virtuais em razão de ter sido acusado de ser estuprador.
O investigado foi encaminhado para a carceragem da PCDF e está à disposição do Poder Judiciário para o devido processo legal.
















