Chacina: suspeitos de matar 4 pessoas se apresentam e são liberados
Suspeito de matar quatro homens em Formosa (GO), policial afirmou que reagiu após o filho ser perseguido e alvo de disparos

Os três suspeitos de envolvimento em uma chacina em Formosa na última terça-feira (12/8) se apresentaram na delegacia da cidade na madrugada desta quinta-feira (13/8) acompanhados de um advogado. Os suspeitos deram suas versões dos fatos e foram liberados em seguida.
Os suspeitos são o policial militar da reserva Matusalém Silvério da Silva, o filho dele e um “irmão de consideração” dele.
O delegado da PCGO José Antônio Sena, responsável pelo caso disse os investigados foram liberados por não haver mandado de prisão em aberto. O caso segue em investigação.
“O compromisso da PCGO é dar resposta célere sobre o caso”, disse o responsável pela investigação.
A PMGO foi procurada para comentar o caso, mas até a publicação dessa reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs são Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira, apelidado como Tarobá e Luiz Antônio Rodrigues, conhecido pelo apelido de Nego.
Vídeo de defesa
Após se apresentar na delegacia, o policial apontado como responsável pelos disparos que mataram quatro homens em Formosa (GO), afirmou agiu em legítima defesa e que reagiu após o filho ser perseguido por integrantes de um grupo de São Paulo. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele contou a dinâmica que teria levado à chacina.
Veja vídeo:
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Segundo o policial, o filho ligou para ele desesperado após perceber que estava sendo perseguido. “Não era para ter acontecido dessa maneira, mas, quando o meu filho ligou, desesperado, que o pessoal de São Paulo tinha seguido Rodrigo, estava perseguindo Rodrigo, deram disparo. Eu já fiquei desesperado com o meu filho”, disse.
Na sequência, o homem afirmou que os suspeitos chegaram à casa dele e efetuaram disparos. Segundo ele, um dos tiros partiu de dentro da caminhonete e atingiu o vidro do imóvel.
“Aí os carros já chegaram atrás, de dentro da camionete, já saiu o disparo, quebrou o vidro, aí o que acontece? Eu revidei, eu revidei e a munição passou perto da minha cabeça, tem lá na parede lá”, explicou.
O policial afirmou ainda que não queria que as mortes acontecessem, mas que não permitiria que o filho fosse responsabilizado pela dívida.
Dívida de R$ 250 mil
A cobrança de uma dívida de R$ 250 mil teria motivado a chacina. Quatro homens foram até a casa de um policial militar da reserva remunerada para cobrar a quantia. Todos foram mortos pelo suspeito.
A Polícia Militar de Goiás (PMGO) foi acionada após moradores relatarem disparos em via pública. Quando os policiais chegaram, encontraram os quatro homens já mortos. A Volkswagen Amarok em que estavam também foi atingida pelos tiros, e uma arma de fogo foi localizada junto a uma das vítimas.

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Ver todasAlém do militar da reserva, o filho dele e um terceiro suspeito também teriam participado da ação. O militar é apontado como responsável pelos disparos que mataram os quatro homens. Todos são procurados pela polícia.
Quem são as vitimas
As quatro vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira, apelidado como Tarobá e Luiz Antônio Rodrigues, conhecido pelo apelido de Nego.
Gustavo Fernandes Graças era ex-secretário municipal de São João da Aliança (GO). Entre 2017 e 2019, ele atuou como secretário municipal de Agricultura e Transportes. De 2020 a 2024, passou a atuar na Secretaria Municipal de Transportes.
Luiz Antônio Rodrigues também era natural de São João da Aliança, e sogro do ex-secretário municipal.
Já Gustavo Aurélio e André Ferreira eram de Casa Branca (SP). A informação foi repassada ao Metrópoles por uma familiar das vítimas.












