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CE: PF prende bando que ostentava luxo com dinheiro do tráfico; vídeo

Além de cumprir seis mandados de prisão temporária, durante operação, policiais apreenderam imóveis de luxo, relógios, entre outros bens

atualizado 12/08/2022 9:31

Reprodução/Vídeo

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (12/8), a Operação Espelho Branco 2, que tem como objetivo desmantelar esquema criminoso de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e outros crimes envolvendo facção criminosa com movimentação milionária no estado do Ceará. Durante as buscas em uma mansão, os policiais encontraram talheres de ouro e relógios de marca.

Pelo menos 60 policiais federais estão nas ruas para cumprir nove mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária. No âmbito da investigação, foi determinado ainda judicialmente o bloqueio de mais de R$ 2 milhões nas contas dos suspeitos, sequestro de imóveis de luxo em valores que ultrapassam R$ 5 milhões e veículos.

Os mandados são cumpridos na capital, Fortaleza, Eusébio, Aquiraz, Itarema, Santa Quitéria, cidades que também ficam no Ceará, na capital paulista e Maceió (AL). Os policiais fazem buscas para apreender documentos e mídias que ajudarão na instrução de inquérito policial em curso. Além disso, o desdobramento das investigações pode ajudar a identificar a participação de laranjas no esquema criminoso, bem como apreender valores e patrimônio ilícito decorrentes dos crimes.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 11 de novembro do ano passado. Na ocasião, o líder da facção criminosa foi preso. Os policiais cumpriram também mandados de busca em três mansões em condomínios de luxo em Eusébio e Fortaleza. Uma delas foi adquirida pelo suspeito por R$ 3,6 milhões em 2021.

As investigações desenvolvidas no âmbito dessa segunda fase da operação apontaram indícios de atuação da organização criminosa no Ceará para dissimulação da propriedade de bens e para movimentação de recursos ilícitos, bem como integração no mercado formal de recursos oriundos do tráfico de drogas e outros crimes antecedentes.

Identificou-se ainda uma teia criminosa com atuação dos investigados para ocultar origem ilícita de recursos por meio de transações comerciais com valores expressivos, entrelaçamento de negócios; uso de documentos falsos; reuniões de criminosos em hotéis e condomínios de luxo e investimentos em empresas com atos dos suspeitos que ostentavam riqueza de forma incompatível com qualquer atividade lícita.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de drogas, com penas de até 40 anos de prisão.  O nome da operação remete às identificações falsas utilizadas pelos investigados. As apurações continuam, com análise do fluxo financeiro dos suspeitos e do material apreendido.

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