Cantor e empresário faturam R$ 250 mi com garimpo em terra Yanomami
Operação investiga movimentações de quase R$ 250 milhões que envolveriam garimpeiros e empresários, inclusive um do ramo musical e um cantor

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (4/12), a Operação Disco de Ouro, para desarticular um esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY).
O esquema teria contado com o envolvimento de um empresário do ramo musical, de expressão nacional, como um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes. Um cantor também teria recebido ao menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada.
As equipes cumpriram dois mandados de prisão, bem como seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). A Justiça determinou, ainda, o sequestro de mais de R$ 130 milhões em bens dos suspeitos.
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Ver todasA operação ocorre como desdobramento de outra ação da PF, deflagrada em janeiro de 2022, quando 30 toneladas de cassiterita extraída da TIY foram encontradas na sede de uma empresa investigada e eram preparadas para envio ao exterior.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO inquérito policial revela que o esquema seria voltado para “lavagem” de cassiterita retirada ilegalmente da terra Yanomami e que o minério seria declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), supostamente transportado para Roraima para tratamento.
As investigações mostraram que a dinâmica ocorreria apenas no papel, pois o minério seria originário do próprio estado de Roraima. À época, a PF identificou transações financeiras que envolviam toda a cadeia produtiva do esquema, com participação de pilotos de aeronaves, além do auxílio de postos de combustíveis, lojas de máquinas, equipamentos para mineração e “laranjas”, para encobrir movimentações fraudulentas.














