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Barbie PM e viatura-motel: sexualizar policiais nas redes é crime?

Perfis mostram policiais sexualizadas como: delegada fazendo sexo em viatura; a Barbie da PM e “policial” dizendo: raspei a ‘ppk’

atualizado

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Lara Abreu / Arte Metrópoles
Policiais sexualizadas: perfis falsos e conteúdo proibido são banidos
1 de 1 Policiais sexualizadas: perfis falsos e conteúdo proibido são banidos - Foto: Lara Abreu / Arte Metrópoles

O uso de Inteligência Artificial (IA) nas redes sociais para criar imagens sexualizadas de policiais femininas tem chamado atenção das autoridades de Segurança Pública. Na última semana, diversas páginas compartilharam a foto de uma mulher loira, com aparência atraente, vestindo uma blusa idêntica à da Polícia Civil — sem indicação de estado — fazendo uma selfie. Ao lado dela, apareceria um agente, supostamente dirigindo uma viatura.

Embaixo da foto gerada por IA, tinha um vídeo de uma mulher transando dentro de um carro, com a legenda: “Delegada é flagrada dentro de um carro com parceiro de farda em rua escura”.

Outras contas replicaram a mesma imagem, alterando apenas os títulos, mas mantendo a narrativa de que uma suposta delegada estaria envolvida em relações sexuais com um colega durante o expediente.

Na mesma rede social, outros perfis exibem a chamada “Barbie da PM e uma policial acompanhada da legenda: “Ninguém sabe, mas hoje eu raspei a minha ‘ppk’ antes do serviço”. As fotos foram borradas, pois ainda não há confirmação de que se trate de pessoas reais; algumas podem ter sido geradas ou modificadas por IA.

Imagens: 

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Perfil diz que delegada foi flagrada com agente
Raspei minha "ppk"
Barbie da PM
Postagem de suposta delegada nas redes sociais
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Outra mulher, como se fosse uma delegada
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Outra mulher, como se fosse uma delegada

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Perfil diz que delegada foi flagrada com agente
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Perfil diz que delegada foi flagrada com agente

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Raspei minha "ppk"
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Raspei minha "ppk"

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Barbie da PM
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Barbie da PM

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Postagem de suposta delegada nas redes sociais
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Postagem de suposta delegada nas redes sociais

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Investigações

Embora a imagem aparente ser fictícia e, portanto, não configure crime penal diretamente, a situação gera constrangimento às corporações e caracteriza sexualização indevida de mulheres, afetando a imagem institucional. O episódio tem motivado investigações, e algumas contas já foram suspensas com base no Marco Civil da Internet, que prevê a responsabilização de provedores e usuários por conteúdos que violem direitos civis, incluindo a criação de perfis falsos ou difamatórios.

Além do direito civil de solicitar a exclusão de perfis fraudulentos, plataformas como a Meta possuem diretrizes que proíbem a criação de contas com informações falsas ou que objetivem constranger terceiros.

Criação de perfis falsos

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) diz que atua de forma permanente no enfrentamento a crimes digitais, inclusive envolvendo o uso indevido de tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial. A corporação possui a Delegacia Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) e divisão pericial no Instituto de Criminalística, capacitada para atuar com tecnologia de IA.

Todas as delegacias da PCDF estão aptas a apurar crimes digitais conforme a natureza do fato, e os policiais civis recebem capacitação contínua por meio da Escola Superior de Polícia, especialmente em temas relacionados a crimes cibernéticos e novas tecnologias.

A PCDF orienta que qualquer pessoa que se sinta lesada ou tenha conhecimento de situações envolvendo uso indevido de imagem, criação de perfis falsos ou manipulação de conteúdo digital procure a corporação para registro da ocorrência, incluindo a possibilidade de denúncia anônima, garantindo a adequada apuração dos fatos.

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