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Arsenal e medo: advogado promete matar ex-mulher com tiro de 9mm
Advogado teria intimidado ex-companheira com promessa de “um tiro de 9 milímetros na cara”; polícia apreendeu arsenal na residência
atualizado
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Um advogado passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após ameaçar matar a ex-companheira com “tiros de 9 milímetros na cara”, conforme revelam mensagens de WhatsApp que integram a investigação conduzida pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama). O caso, que ganhou contornos graves, começou a ser apurado em março deste ano. O nome do defensor não será revelado para preservar a ex-esposa e a filha do casal, de 12 anos.
Durante o avanço das investigações, equipes da Polícia Civil cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, no último dia 26. No local, foram encontradas diversas armas de fogo e munições, incluindo pistolas, revólveres e carabinas, armazenadas em um cofre. O advogado tem registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).
A vítima, temendo pela própria vida, solicitou medidas protetivas de urgência, que foram deferidas pela Justiça. Segundo relatos da vítima à polícia, o relacionamento entre os dois durou aproximadamente 13 anos e resultou no nascimento de uma filha. Apesar do longo vínculo, o casal nunca chegou a morar junto, mantendo um namoro marcado por idas e vindas, encerrado definitivamente entre maio e junho de 2025.
Veja prints das ameaças:
“Bandão”
Atualmente, há um processo em andamento que discute a guarda da criança e a revisão da pensão alimentícia. A vítima informou que, no momento, o sustento financeiro da filha é garantido pela avó paterna.
De acordo com o depoimento, não houve violência sexual durante o relacionamento, porém foram registrados episódios de violência física e moral. Um dos casos mais graves ocorreu em 2022, quando, após uma discussão em via pública, a mulher levou um “bandão”, tipo de rasteira, dado pelo então companheiro, que a acusava de ter pegado seu telefone celular.
As ameaças, inicialmente veladas, teriam se intensificado ao longo do tempo. Após ser informada sobre a possibilidade de uma nova ação judicial relacionada à pensão alimentícia — motivada por despesas médicas da filha, que passou por cirurgia de apendicite e necessita de fisioterapia —, a vítima passou a receber mensagens intimidatórias. Entre as frases relatadas estavam: “Você quer briga? você vai ter. A briga vai ser feia”.
Tiro na cara
O cenário se agravou em outubro de 2025, quando, segundo a denúncia, o suspeito passou a fazer ameaças explícitas de morte. Em mensagens enviadas por aplicativo, ele teria afirmado que a ex-companheira “levaria tiro de 9mm” e que “iria matá-la”, alegando que ela estaria invadindo sua propriedade e que, por isso, teria justificativa para atirar.
O caso segue sob investigação, enquanto a Justiça mantém as medidas protetivas em vigor para garantir a segurança da vítima e da criança envolvida. As autoridades continuam reunindo provas e analisando o material apreendido. O objetivo é esclarecer a extensão das ameaças e verificar a regularidade da posse das armas encontradas na residência do investigado.
O desfecho do caso dependerá das conclusões do inquérito policial e das decisões judiciais relacionadas tanto à esfera criminal quanto às disputas familiares em curso.




