
Na MiraColunas

Após date fake, morador do DF é extorquido por grupo que se diz do CV
Golpistas se apresentavam como líderes do CV, afirmavam que a vítima havia “denunciado” o grupo e diziam que ela seria julgada
atualizado
Compartilhar notícia

Policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira (4/3), uma operação contra um grupo que se apresentava como integrante da facção carioca Comando Vermelho (CV) e outras organizações criminosas.
Os investigados, presos na Penitenciária de Igarassu, comandavam um esquema de extorsão de dentro da cadeia. Um morador do DF foi ameaçado após marcar um encontro por um site.
Os golpistas se apresentavam como líderes de facção, afirmavam que a vítima havia “denunciado” o grupo e diziam que ela seria “julgada”. Com dados pessoais em mãos, simulavam ter comparsas na porta da residência e ameaçavam matar a vítima caso o dinheiro não fosse transferido.
As investigações começaram em dezembro de 2025, após um morador de Taguatinga denunciar que passou a receber ligações ameaçadoras de supostos faccionados.
Durante a apuração, a polícia descobriu que os criminosos passavam as madrugadas fazendo chamadas para vítimas em vários estados — cerca de 40 pessoas já foram identificadas.
Os envolvidos vão responder por extorsão, organização criminosa e lavagem de capitais e permanecem à disposição da Justiça.
Mais detalhes:
- Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva em Pernambuco.
- Os investigados, presos na Penitenciária de Igarassu, comandavam um esquema de extorsão de dentro da cadeia.
- Um morador do DF foi ameaçado após marcar um encontro por um site e, sob intimidação, acabou transferindo R$ 700 aos criminosos.
Crime com participação de familiares
Com apoio da Polícia Civil de Pernambuco, a PCDF identificou 11 integrantes do grupo, entre eles familiares dos detentos e um adolescente. Eles atuavam na habilitação de linhas telefônicas e no recebimento dos valores obtidos com as extorsões.
As ordens judiciais são cumpridas em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Igarassu, além de determinação para restringir visitas na unidade prisional.






