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Após casamento de 27 anos, homem tenta matar esposa com golpe de facão
Homem tentou matar a esposa dentro de casa com um golpe de facão na cabeça. Ele foi preso nesta quinta-feira (7/5), um mês após o crime
atualizado
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Um homem de 55 anos, que estava foragido há mais de um mês após tentar matar a companheira com um golpe de facão na cabeça, foi preso nesta quinta-feira (7/5) pela 8ª Delegacia de Polícia da Estrutural, no Distrito Federal.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o casal mantinha um relacionamento há 27 anos e tinha uma filha. Após o crime, ocorrido na madrugada de 1º de março, a vítima foi socorrida por populares e encaminhada ao Hospital de Base de Brasília.
A filha do casal confirmou à polícia que a mãe sofria agressões frequentes do pai. O homem já responde a outro inquérito por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha contra a mesma vítima, instaurado em 2023.
Ao ser preso, o suspeito negou o crime e alegou que a companheira “se machucou sozinha”. Ainda conforme a PCDF, ao ser informado de que a filha relatou episódios recorrentes de violência, ele afirmou que “era normal o marido bater na sua mulher”.
“Ele é muito covarde”
Testemunhas gravaram os primeiros da vítima momentos após a agressão. Nas imagens — que não serão divulgadas pelo Metrópoles — , a mulher aparece ensanguentada, enquanto outras mulheres a socorrem e aguardam a chegada da ambulância.
Abalada e com dificuldades para falar, ela é amparada por amigas, que tentam acalmá-la enquanto perguntam quem havia cometido o ataque.
“Quem que fez isso com você?”, questiona uma das testemunhas. A vítima responde: “Meu marido”. Em seguida, os moradores perguntam o nome do agressor, e ela o identifica enquanto recebe ajuda. “Vai dar certo, tá bom? Você é forte”, dizem as pessoas que prestavam socorro.
Durante a gravação, a mulher afirma: “Ele é muito covarde mesmo”. Em outro momento, bastante ferida e temendo pela própria vida, ela pede: “Orem por mim”. Enquanto aguardam o resgate, os moradores tentam tranquilizá-la e dizem que a ambulância estava chegando. “Você não vai morrer, relaxa”, afirma uma testemunha.
