Amiga é indiciada por envenenar professora de artesanato com mercúrio.
A amiga da vítima, flagrada colocando mercúrio na água foi indiciada por tentativa de homicídio. Caso ocorreu em Recife (PE) em 2025

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio da Delegacia da Boa Vista, concluiu o inquérito nessa terça-feira (21/7) que investigou a tentativa de envenenamento por mercúrio contra uma artesã, no Recife. A principal suspeita, amiga da vítima, foi indiciada por tentativa de homicídio.
O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na segunda-feira (20/7), que decidirá se oferece denúncia à Justiça. O nome da mulher indiciada não foi divulgado pela Polícia.
Investigação aponta motivação por ciúmes
O caso ocorreu em 2025, quando a vítima denunciou a tentativa de envenenamento durante um curso de artesanato. A principal linha investigativa concluiu que o crime teria sido motivado por ciúmes.

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Ver todasResponsável pelo caso, o delegado José Custódio afirmou que o inquérito foi conduzido com rigor técnico e amparado por um amplo conjunto de provas periciais.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesDe acordo com o delegado, além dos depoimentos e da análise das imagens gravadas pela própria vítima, a investigação reuniu perícias químicas, exames toxicológicos, avaliações traumatológicas e pareceres de especialistas em neurologia, reumatologia, pneumologia e clínica geral.
Sensação de estar “engolindo bolinhas”
As investigações apontam que a vítima passou a desconfiar do envenenamento ao perceber pequenas esferas metálicas na água que consumia. Conforme relatou à polícia, a sensação era de estar “engolindo bolinhas”. Diante da suspeita, ela deixou o celular gravando enquanto se ausentava da sala onde trabalhava.
As imagens registraram o momento em que a investigada retira um sachê da roupa e despeja o conteúdo na garrafa de água da vítima. Em seguida, ela agita o recipiente para misturar a substância. O laudo da perícia química identificou que o material encontrado na garrafa era mercúrio.
Segundo José Custódio, embora a gravação tenha sido um elemento importante para a investigação, ela não foi a única prova considerada. “Solicitamos imediatamente a perícia química e, posteriormente, o exame toxicológico da vítima. Os exames identificaram a presença de mercúrio no sangue e na urina, indicando exposição recente à substância”, explicou.
Suspeita negou envolvimento
Durante o interrogatório, a amiga da vitima, investigada pelo crime negou ser a pessoa que aparece nas imagens e afirmou não ter colocado qualquer substância na garrafa da vítima. Ela também não explicou como teria tido acesso ao mercúrio.
Segundo a Polícia Civil, a defesa não informou a existência de eventuais problemas psicológicos da investigada nem apresentou documentação médica que comprovasse essa condição.




