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Alunos ficaram desesperados após acidente em academia: “Gritos de dor”. Veja vídeo

Clima foi de desespero após acidente com equipamento em academia do DF. A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investiga o caso

atualizado

metropoles.com

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O que era para ser apenas mais um dia de treino virou uma cena de desespero e pânico dentro de uma academia na Asa Norte. Gritos intensos de dor ecoaram pelo ambiente e deixaram alunos em choque, após uma jovem de 19 anos ter os dois joelhos quebrados durante um exercício de musculação com uma carga de 160kg.

Testemunhas relatam que o som foi imediato e perturbador. “Foi um grito muito forte, todo mundo parou”, contou um frequentador ouvido pela coluna. Em segundos, o ambiente, antes silencioso, deu lugar à correria: enquanto alguns alunos se apressaram para socorrer a aluna, identificava como Júlia Stefany Cotrim Beserra, 19 anos, outros tentavam, nervosos, acionar o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), por meio do 193.

Júlia Stefany chorava e gritava, visivelmente em estado de choque, até perder a consciência por alguns instantes, segundo relatos.

A estudante Gabriella Torres, 20, treinava próximo à vítima e foi uma das primeiras a agir e prestar socorro. “Ela começou a gritar desesperada, pedindo ajuda. Todo mundo ficou sem saber o que fazer”, contou.

Inicialmente, Gabriella acreditou que se tratava de excesso de carga na máquina, situação em que o próprio equipamento costuma permitir que o peso seja solto sem causar lesão. “Eu achei que estava muito pesado e que ela não tinha conseguido subir para encaixar. Quando está muito pesado, você solta e a máquina desce, mas sem te machucar”, explicou.

Ao perceber que a situação não era a imaginada, Gabriella tentou retirar os pesos, mas notou que Júlia continuava em sofrimento. Foi então que soltou a fivela do equipamento: “Quando soltei, ela pareceu conseguir relaxar as pernas”, detalha.

Outras pessoas se aproximaram para ajudar e um instrutor foi chamado às pressas. Enquanto aguardava pelo socorro especializado, a jovem continuava se queixando de dores intensas. Segundo a estudante, a orientação inicial era para a vítima não se movimentar, afim de evitar agravamento das lesões.

Exercício de elevação

A jovem é aluna da academia desde 2024. O acidente aconteceu no dia 1º de abril de 2026, enquanto ela realizava o exercício de elevação pélvica, utilizando uma carga de aproximadamente 160kg — peso que já fazia parte de sua rotina de treinos.

De acordo com o depoimento, o cinto de segurança acoplado à região pélvica se soltou repentinamente. Com isso, toda a carga deslizou de forma brusca, pressionando violentamente os joelhos da jovem contra o solo.

Após minutos de tensão, a equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local e realizou o atendimento emergencial. Júlia foi imobilizada e encaminhada ao Hospital de Base do DF, onde exames de raio-X e tomografia confirmaram fratura em ambos os joelhos.

Quadro grave

O quadro é grave. A jovem está sob efeito de morfina para controle da dor e deverá passar por cirurgia de urgência na próxima terça-feira (14/4). Segundo avaliação médica, ela ficará meses sem andar e afastada das atividades físicas por pelo menos um ano.

A família buscou atendimento particular diante da urgência do caso. O advogado da vítima, Marco Vicenzo, criticou o atendimento inicial e afirmou que poderá recorrer à Justiça para garantir o procedimento cirúrgico.

“Ela foi atendida no hospital e mandada para casa com os dois joelhos quebrados, como se estivesse bem. Agora: ou a família tem que se virar para pagar uma cirurgia particular; ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. Se não, ela pode perder as duas pernas. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados”, declarou.

A 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) investiga o caso como lesão corporal e apura se houve falha mecânica no equipamento. A jovem afirmou que utilizava a máquina com frequência e nunca havia enfrentado problema semelhante.

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