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Aluno de colégio militar do DF tem córnea perfurada dentro da escola
Família afirma que escola não comunicou o caso e menino só recebeu diagnóstico de lesão grave no dia seguinte, quando já sentia fortes dores
atualizado
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Uma criança de 10 anos precisou passar por cirurgia após ter a córnea do olho esquerdo perfurada por um lápis. O objeto foi arremessado por um colega durante a aula no Colégio Militar Dom Pedro II, instituição gerida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). A lesão gerou uma perfuração de 2 milímetros.
O caso foi registrado na última quarta-feira (6/5). A família afirma, porém, que não foi comunicada pela escola sobre o caso e só descobriu a gravidade do ferimento no dia seguinte, quando o menino acordou com o olho vermelho, visão embaçada e fortes dores.
Essa é a segunda denúncia envolvendo o Colégio Militar Dom Pedro II em menos de 10 dias. Em 28 de abril, outro aluno da instituição foi agredido por um grupo de ao menos 10 crianças dentro da escola.
Falta de comunicação
Em entrevista ao Metrópoles, a mãe da criança afirmou que após o acidente o estudante foi levado à enfermaria da unidade, onde teria recebido apenas lavagem com soro fisiológico. Como não havia ferimentos aparentes, o menino voltou para casa sem relatar dor intensa ou alterações visíveis no olho. Apenas na manhã do dia seguinte ele acordou com vermelhidão, ardência e dificuldade para enxergar, momento em que contou aos pais o que havia acontecido.
“O problema não foi a brincadeira da outra criança. O problema foi a escola ter socorrido, passado soro e não nos avisado. A lesão era grave e nós só descobrimos quando o olho ficou vermelho no dia seguinte. Não houve comunicação por telefone, e-mail ou mensagem sobre o atendimento realizado pela enfermaria”, afirmou.
A família então levou a criança ao médico e descobriu que o lápis havia provocado uma perfuração de 2 milímetros na córnea do olho esquerdo. Segundo a mãe, a demora no atendimento especializado agravou o quadro e fez o olho perder mais líquido. O menino passou por cirurgia nesta sexta-feira (8/5), levou dois pontos. Ele segue internado e sentindo muitas dores.
“Se a escola tivesse nos informado no mesmo dia, nós o teríamos levado imediatamente ao médico. Qualquer situação envolvendo a visão precisa ser avaliada rapidamente. A demora fez ele perder mais líquido do olho. A médica não pode afirmar se ele vai ficar 100%. Tem muito risco envolvido”, disse.
Após procurar a direção da escola, a mãe afirma que a instituição se responsabilizou pelos medicamentos utilizados no tratamento. A cirurgia, no entanto, foi custeada pelo plano de saúde da família.
O Metrópoles procurou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e o Colégio Militar Dom Pedro II para comentar o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O texto será atualizado em caso de resposta.




