Na Mira

“Advogata” presa por tráfico posta sobre fé, fisiculturismo e armas

Nas redes sociais, a advogada exibe sete especializações, rotina profissional, armas, igreja e até campeonatos de fisiculturismo

atualizado

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Faces da ‘advogata’ se revelam em armas, religião e fisiculturismo
1 de 1 Faces da ‘advogata’ se revelam em armas, religião e fisiculturismo - Foto: Reprodução / Redes sociais

A advogada Jéssica Castro de Carvalho (foto em destaque), de 30 anos, presa nessa quinta–feira (13/11) por tráfico de drogas, tem mais de 1.500 seguidores nas redes sociais e se apresenta como uma profissional com sete especializações, incluindo Lei de Drogas e Violência Doméstica.

Em suas publicações, a “advogata” compartilha momentos da rotina de trabalho, como algumas visitas à Polícia Civil, participação em batizados na igreja, atividades esportivas, como campeonatos de fisiculturismo, e até portando armas de grosso calibre.

Ela foi presa por policiais militares do 20º BPM e Patamo no Paranoá (DF) e conduzida à 6ª Delegacia de Polícia, que agora investiga o caso. Jéssica estava transportando entorpecentes no próprio carro, além de carregar uma arma de fogo de uso restrito e diversas munições.

Em um post, a advogada disse: “A prisão não afeta apenas quem está atrás das grades; atinge todos ao redor. A cadeia é um fardo compartilhado, e quem sai dela carrega marcas profundas. A ilusão é pensar que apenas o preso sofre”.

Fotos:

“Advogata” presa por tráfico posta sobre fé, fisiculturismo e armas - destaque galeria
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Advogada também é fisiculturista
Jessica Carvalho, 30 anos
Atendimento na cadeia
Sendo batizada
Moção de louvor
Postagem nas redes sociais
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Postagem nas redes sociais

Advogada também é fisiculturista
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Advogada também é fisiculturista

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Jessica Carvalho, 30 anos
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Jessica Carvalho, 30 anos

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Atendimento na cadeia
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Atendimento na cadeia

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Sendo batizada
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Sendo batizada

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Moção de louvor

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O que foi apreendido

A imagem profissional que ela divulga, porém, contrasta diretamente com a situação em que foi detida. A Polícia Militar apreendeu dentro do veículo:

  • 26 munições calibre 9 mm (CBC);
  • 5 munições calibre .380 (CBC);
  • 1 pistola Glock G19, calibre 9 mm, com carregador de capacidade estendida (Nº AAHR424);
  • Porção de pó branco aparentando ser entorpecente;
  • Tabletes aparentando ser substância entorpecente;
  • Saco plástico contendo diversos comprimidos roxos semelhantes a ecstasy;
  • Passaporte brasileiro;
  • 1 caderno/agenda de anotações, cor roxa, com registros diversos.

Outras imagens:

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Dentro de uma igreja, em um culto
Em um julgamento
Advogada presa por tráfico
Clube de tiro
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Foto na Polícia Civil
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Foto na Polícia Civil

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Dentro de uma igreja, em um culto
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Dentro de uma igreja, em um culto

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Em um julgamento
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Em um julgamento

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Advogada presa por tráfico
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Advogada presa por tráfico

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Clube de tiro
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Clube de tiro

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A polícia prossegue com as investigações para identificar a origem do material ilícito e possíveis conexões da suspeita com organizações criminosas.

Defesa

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) disse que vai acompanhar as investigações e “apurar possíveis consequências ético-disciplinares, cujo processo correrá em sigilo por força de lei”.

A defesa de Jéssica Castro também enviou posicionamento ao Metrópoles. “Na madrugada dos fatos, a advogada deslocava-se para atender um cliente quando seu veículo particular apresentou problemas mecânicos. Diante da urgência do atendimento, o referido cliente emprestou-lhe um automóvel para que pudesse prosseguir no deslocamento. A defesa destaca, de forma categórica, que a Dra. Jéssica não tinha qualquer conhecimento de que havia ilícitos no interior do veículo emprestado, nem possuía meios razoáveis para suspeitar dessa situação”, disse.

“A prisão em flagrante decorreu exclusivamente da apreensão realizada no veículo, sem que exista, até o momento, qualquer elemento nos autos que a vincule a organização criminosa ou a atividades ilícitas”, disse.

A defesa informou, ainda, que entrará com habeas corpus para obter a liberdade da cliente. “A expectativa é de que ela possa responder ao processo em liberdade, como assegura a legislação penal a réus primários e sem periculosidade concreta demonstrada”, disse.

“A Dra. Jéssica não é traficante, não integra organização criminosa e não tinha conhecimento do conteúdo existente no veículo emprestado, devendo prevalecer a presunção de inocência que lhe é constitucionalmente assegurada”, finalizou.

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