A carta dramática que libertou uma menina do horror e da exploração em casa
Em carta entregue a professora, adolescente, de 13 anos, expôs rotina de abusos, maus-tratos e exploração sexual vendida pelos próprios pais

Bastaram poucas linhas escritas à mão em uma folha de caderno para romper anos de silêncio, dor e violência invisível. Ao se aproximar de sua professora e entregar uma carta dobrada em forma de ato desesperado de pedido de ajuda, uma adolescente de 13 anos deu o primeiro passo para destruir uma engrenagem horripilante mantida dentro da própria casa.
O bilhete, que revelou uma rotina de abusos sexuais, agressões e exploração, desencadeou a ação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) que culminou na prisão de três pessoas nesta quarta-feira (9/9), em Ponta Grossa.

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Ver todasA leitura do relato deixou a equipe pedagógica atônita e motivou o acionamento imediato da rede de proteção à infância. Conforme as investigações, a adolescente vivia sob total negligência e sofria agressões físicas constantes da mãe, de 50 anos, e do pai, de 62.
Bilhete
O horror contido no bilhete, porém, ia além: a menina denunciou que o casal permitia e facilitava que seu cunhado, de 45 anos, a violentasse sexualmente dentro do próprio imóvel da família. Em troca dos abusos contra a própria filha, os pais recebiam pagamentos em dinheiro.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“O caso chegou ao conhecimento das autoridades após a adolescente entregar uma carta a uma professora, relatando a situação. A equipe pedagógica acionou a rede de proteção e a vítima foi encaminhada para atendimento médico e, posteriormente, para acolhimento institucional”, relatou a delegada da PCPR, Renata de Souza Batista.
Resgate e prisão
Com o avanço rápido das diligências a partir da denúncia escolar, a Justiça decretou os mandados de prisão preventiva contra o pai, a mãe e o cunhado da vítima. Os três foram detidos e responderão pelos crimes de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição ou exploração sexual e maus-tratos.
Após os procedimentos na delegacia, os investigados foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde seguem à disposição do Judiciário. A adolescente foi acolhida e recebe suporte médico e psicológico em uma instituição de proteção, longe do ambiente de pesadelo que enfrentava diariamente.




