Mulheres do DF levam mais tempo que homens para conseguir emprego

Segundo a pesquisa, as mulheres passam, em média, 11 meses procurando um trabalho, enquanto os homens passam nove meses

atualizado

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Mulheres do Distrito Federal passam mais tempo procurando emprego do que homens, segundo o boletim Família e Renda 2023-2024, divulgado nesta sexta-feira (27/3) pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

As mulheres passam, em média, 11 meses procurando um trabalho, enquanto os homens passam nove meses. Para o IPEDF, possíveis indicativos dessa demora vão desde discriminação até menor acesso a redes de indicação, passando por dificuldades de conciliação entre trabalho e família.

A pesquisa mostra que embora as mulheres sejam 54,7% da população em idade ativa (1,448 milhão), essa presença não se traduz plenamente no mercado de trabalho.

Segundo o boletim, isso ocorre porque fatores estruturais, como a divisão desigual das responsabilidades domésticas, a maternidade e barreiras culturais, ainda limitam a participação feminina, fazendo com que elas sejam maioria entre os inativos e minoria na força de trabalho (49%).

No que se refere ao desemprego, houve queda tanto para mulheres quanto para homens, porém a redução foi menor entre elas. O boletim indica que, apesar da melhora geral da economia, os homens foram mais beneficiados pela geração de vagas.


Desemprego

  • Taxa feminina caiu de 18,0% para 17,3%.
  • Taxa masculina caiu de 14,5% para 13,3%
  • Mulheres ficam mais tempo procurando emprego:11 meses mulheres e 9 meses homens.

Segundo a pesquisa, uma explicação possível está no perfil das oportunidades criadas, muitas vezes concentradas em setores mais masculinizados ou em ocupações que exigem maior disponibilidade de tempo.

Além disso, as mulheres continuam levando mais tempo para conseguir emprego.

Em relação à ocupação, as mulheres seguem sub-representadas no total de trabalhadores (47,9%) e fortemente concentradas no setor de serviços, especialmente em áreas ligadas ao cuidado, como saúde, educação e serviços sociais.

Isso revela a chamada divisão sexual do trabalho, em que atividades historicamente associadas ao cuidado são atribuídas às mulheres. Por outro lado, a baixa presença feminina na construção civil e na indústria evidencia barreiras de entrada, como estereótipos de gênero, menor incentivo e até ambientes de trabalho pouco inclusivos.

Avanço na formalização

Quanto à forma de inserção no mercado de trabalho, destaca-se a grande presença feminina no trabalho doméstico (mais de 95%), o que reforça a persistência de desigualdades históricas e raciais nesse tipo de ocupação.

Apesar disso, houve avanço na formalização, com mais de 60% das mulheres ocupadas em empregos formais, o que pode ser explicado pela recuperação do mercado de trabalho pós-crise e pela expansão de vagas no setor público e privado com carteira assinada.

Em relação a renda, observa-se uma melhora importante: o rendimento médio das mulheres aumentou para R$ 4.183, enquanto o dos homens caiu levemente para R$ 5.319, reduzindo a desigualdade salarial. Ainda assim, as mulheres recebem menos (cerca de 78,6% do rendimento masculino).

A pesquisa mostra que a diferença persiste porque as mulheres estão mais concentradas em setores menos remunerados, ocupam menos cargos de liderança e, muitas vezes, têm jornadas interrompidas ou reduzidas devido às responsabilidades familiares.

Renda

  • Mulheres: R$ 4.183 (+3,4%)
  • Homens: R$ 5.319 ( -1,2%)

A pesquisa conclui que houve melhora no emprego e na renda feminina e redução da desigualdade salarial, mas ainda há problemas estruturais como: menor participação no mercado, maior tempo desempregadas e concentração em setores e funções específicas.

 

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