Mulher morta pelo marido diante do filho tinha pedido medida protetiva há 4 meses
Dileusa Durães pediu medidas protetivas contra Sandro Oliveira em Fevereiro. Um mês depois, porém, solicitou a revogação da proteção

Em fevereiro de 2026, quatro meses antes de ser assassinada pelo companheiro Sandro Souza de Oliveira, de 34 anos, Dileusa Almeida Durães, 46, pediu à Justiça do Distrito Federal medidas protetivas contra o homem.
Na data, a manicure disse que convivia com Sandro desde julho de 2025. Conforme relatado por ela, sempre que ingeria bebida alcoólica, ele ficava “alterado”, a “ofendia com xingamentos” e, por vezes, “partia para cima da dela com intenção de agredi-la”.
Em 16 de fevereiro, conforme relatado, Sandro teria passado a noite bebendo e acordou a vítima derramando “pinga” nela, enquanto a xingava. Segundo Dileusa, o filho dela acionou a Polícia Militar do DF (PMDF), que encaminhou todos a uma delegacia. Lá, a mulher solicitou medidas protetivas, mas pediu a retirada delas um mês depois, em março.
No registro da denúncia, na época, ela chegou a informar à autoridade policial que queria a medida protetiva, mas não deseja que Sandro fosse preso.
Na madrugada desse sábado (20/6), a manicure foi assassinada. Sandro também feriu o filho de 14 anos da vítima, que tentou protefer a mãe. A Dileusa deixa três filhos.
Ao Metrópoles, Lucas Maurício, sobrinho de Dileusa, disse que a tia era uma mulher cheia de vida. “Bonita… Tinha uma vida inteira pela frente que, infelizmente, foi tirada por um vagab**** que dizia amá-la”, desabafou.
De acordo com ele, Sandro de Souza Oliveira era abusivo no relacionamento. “Ele não deixava ela falar nem com os parentes. Chegava a tomar o telefone. Minha tia só conseguia ligar quando o marido estava no trabalho”, afirmou Lucas.
Sandro foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva nesta segunda-feira (22/6).
O caso
De acordo com a polícia, na cena do crime foi encontrada uma faca, que teria sido utilizada pelo autor para atacar a mulher e o filho dela – que ficou ferido ao tentar proteger a mãe.
Segundo a apuração policial, após o crime, o homem tentou tirar a própria vida. Por isso, precisou ser atendido em uma unidade de saúde. Sandro passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida nessa segunda-feira (22/6).
Uma conhecida da vítima relatou Dileusa tinha três filhos, sendo uma menina maior de idade e duas crianças. Ela estaria em um relacionamento com o autor do crime há cerca de 1 ano, mas havia terminado há pouco tempo e voltou em seguida após o homem não aceitar o término.
“Ela era uma mulher cheia de vida e, como milhares de vítimas de feminicídio, não merecia passar por isso”, disse a empresária Glice Santos.
O corpo de Edileuza Almeida Durães, 46 anos, foi enterrado na cidade de Gurupi, no Tocantins.

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