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Distrito Federal

Mudança em nota de corte elimina 100 aprovados no concurso do CBMDF

Cerca de 30% da turma foi reprovada após a mudança considerada ilegal pelos alunos do curso

Matheus Garzon01/09/2022 03:00, atualizado 01/09/2022 08:04
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CBMDF/Divulgação
CBMDF

A mudança da nota de corte dentro do mesmo concurso para a formação de novos bombeiros militares no DF virou motivo de controvérsia e até alvo de Projeto de Decreto Legislativo (PDL) na Câmara Distrital (CLDF). Cerca de 100 alunos da turma reprovada após a mudança considerada ilegal, alunos articulam uma maneira de corrigir o que chamam de “falta de isonomia” no processo.

O problema se concentra na chamada Verificação de Segunda Época (VSE), que é uma nova etapa de avaliação para os candidatos que não atingem a nota 7 na Verificação Corrente (VC).

Nas primeiras turmas formadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) aqueles que precisassem fazer a VSE e tirassem até a nota 5 seriam considerados aptos. Essa regra, instituída em 2018, acabou mudando a partir do ano passado.

Segundo a Instrução Normativa (IN) nº 2 de 2021, a nota mínima para um aluno ser aprovado na segunda prova virou 6. Em dezembro, uma nova IN aumentou novamente o corte para 7.

A primeira turma a ser atingida pela norma passou pelos testes neste segundo semestre. Dos mais de 300 candidatos, cerca de 100 acabaram eliminados por conta dessa alteração.

Outro ponto que chamou ainda mais a atenção dos aspirantes a bombeiro militar foi a pessoa responsável por autorizar a mudança.

Segundo argumentam, o Decreto nº 42.165, de 08 de junho de 2021, delega ao Comandante Geral do CBMDF a competência para editar o Regulamento de Preceitos Comuns aos estabelecimentos de ensino, e os regulamentos. As INs editadas, no entanto, foram assinadas pelo chefe do Departamento de Ensino, Pesquisa, Ciência e Tecnologia.

Reclamação chegou à CLDF

Os alunos entraram em contato com o deputado distrital Roosevelt Vilela (PL), que é bombeiro, para buscar uma solução.

Na sessão dessa terça-feira (30/8), ele levou o problema ao Plenário. O parlamentar afirmou que encaminhou ofício ao comando geral da corporação para pedir explicações.

Em uma medida mais drástica, Roosevelt apresentou também um PDL com o intuito de sustar os efeitos da Instrução Normativa que aumenta a nota de corte.

O que diz o CBMDF

Procurada na tarde dessa quarta-feira (31/8), a assessoria de imprensa do CBMDF não havia respondido aos questionamentos da reportagem até a publicação da matéria. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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