MPF requer que Wilker Leão seja solto mediante fiança de R$ 20 mil.
Candidato a deputado federal foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) após depredar patrimônio público da UnB no domingo (27/9)

O Ministério Público Federal (MPF) requereu à Justiça Federal a liberdade provisória do candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo), preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) após depredar patrimônio público da Universidade de Brasília (UnB) no domingo (27/9). Na manifestação, o MPF prevê o pagamento de fiança de R$ 20 mil e cumprimento de medidas cautelares.
Reveja o vídeo da confusão na UnB:
De acordo com o pedido do MPF, Wilker relatou que contratou aproximadamente 15 pessoas pelo valor de R$ 150, além de adquirir tintas e rolos para apagar as manifestações registradas nas paredes do Instituto de Artes (IdA) da UnB.
O candidato ainda levou um videomaker de sua campanha eleitoral para gravação e edição do conteúdo. O profissional do audiovisual, identificado como Anderson Nigro Rodrigues Alves Ramos, também foi preso pela PF e, em depoimento, negou ter participado da execução material da pintura ou manuseado materiais de tinta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFPara Wilker, foi mantida a fiança de R$ 20 mil. Já para o videomaker, o MPF fixou a fiança em R$ 10 mil, considerando a renda declarada e a participação dele na ação. O órgão também sugeriu para que não seja realizada audiência de custódia.
“Uma vez deferida a liberdade provisória e prestada a fiança, somada à ausência de notícias ou indícios de maus tratos, coação ou de violência moral, requer a dispensa da realização de audiência de custódia”, explicou o MPF.
Apesar disso, o Ministério sugere à Justiça Federal medidas cautelares para ambos. Entre as quais, a obrigatoriedade de informar endereço, telefone e e-mail atualizados à Justiça em até 72 horas após a soltura e comunicar previamente qualquer mudança de endereço ou afastamento de Brasília por período superior a 30 dias. O pedido também os obrigaria a comparecer perante as autoridades sem necessidade de intimação.
O MPF ainda prevê a manutenção do processo sem prisão preventiva. Segundo procuradora Marina Selos Ferreira, a prisão preventiva não seria cabível porque o crime atribuído aos dois tem pena máxima de 3 anos, abaixo do limite de 4 anos previsto para essa modalidade de prisão.
“Somando-se a isso, o fato de ambos os custodiados serem primários e possuírem identificação civil hígida e comprovada nos autos, a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva afigura-se legal e dogmaticamente incabível”, afirmou o MPF.
Outra medida sugerida no caso é o acesso aos dados da câmera do videomaker usada no local e dos celulares apreendidos durante a ocorrência.
A Justiça Federal precisa deferir o pedido do MPF para que as medidas sejam válidas. O caso é analisado pela 10ª Vara Federal Criminal da SJDF.
Até o momento, Wilker segue preso. A reportagem tenta contato com a defesa do candidato.
Entenda o caso
- O candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo) foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) após depredar patrimônio público da Universidade de Brasília (UnB) no domingo (27/9);
- Ex-estudante da instituição de ensino, o postulante à Câmara dos Deputados e apoiadores compareceram ao local e apagaram pinturas das paredes externas do Instituto de Artes (IdA);
- No vídeo (assista acima), um homem desce do carro e vai questionar se o candidato teria autorização para estar pintando as paredes do instituto. A partir desse momento, Wilker já passa a fazer ameaças contra a vítima, que precisa retornar correndo para o veículo;
- Segundo a UnB, após o episódio, forças policiais foram acionadas, o que culminou na prisão em flagrante do candidato a deputado federal.



