MPDFT pede investigação de militares por apoio a protestos em quartéis

Ofícios foram remetidos à Corregedoria da PMDF e à PRDF, nesta quarta-feira (30/11). O objetivo da investigação é possível crime militar

atualizado 01/12/2022 8:53

Manifestantes pró-Bolsonaro questionam resultado das urnas e se mantém em frente ao Quartel General do Exército Forte Caxias, QG do exército em Brasília - Metrópoles Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Promotoria de Justiça Militar requisitou à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) a instauração de procedimento de investigação preliminar para apurar indícios de crime militar cometido por oficial da corporação que assinou petição on-line com recados contra o poder Judiciário a favor dos atos contra o resultado das eleições 2022 em quartéis.

O Ministério Público comunicou à Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF), a respeito da requisição à PM para instauração da investigação e também para eventuais medidas em âmbito federal.

Segundo o que foi noticiado pela imprensa, na carta apócrifa consta que os militares da ativa subscritores prezam pela “legalidade, liberdade e transparência” e, num recado ao Judiciário, o documento declara que nenhum poder pode se colocar “acima da lei e da ordem democrática”.

O texto ainda pede que os comandantes militares das forças armadas apoiem ações para o “imediato restabelecimento da lei e da ordem, preservando a qualquer cidadão brasileiro a liberdade individual de expressar ideias e opiniões”.

De acordo com a Promotoria Militar, a quase totalidade dos militares subscritores do documento já identificados são das forças armadas. No entanto, também foi verificada a assinatura de oficial da ativa da PMDF, o que atrai a atribuição do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para a fiscalização e apuração de eventual crime militar.

Mais lidas
Últimas notícias