MPDFT aponta "graves irregularidades" em venda de suplemento alimentar
Atuação do MPDFT resultou na retirada imediata do produto do mercado nacional pela Anvisa, em junho deste ano

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) concluiu a investigação que apontou graves irregularidades na comercialização do suplemento alimentar “Magnésio L-Treonato”.
A atuação do MPDFT resultou na retirada imediata do produto do mercado nacional pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em junho deste ano.
Por meio da Resolução-RE nº 2.135, de 27 de maio de 2026, a Anvisa determinou a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso do “Magnésio L-Treonato 1000 mg”, fabricado pela empresa Natural Sempre Distribuidora e Comércio Ltda. A Anvisa também determinou o recolhimento de todos os lotes do produto do mercado.
Entre as principais irregularidades identificadas na investigação, está o fato de que o “Magnésio L-Treonato” não faz parte da lista de constituintes autorizados para suplementos alimentares no Brasil, o que configura infração sanitária de alto risco.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFDe acordo com o MPDFT, o rótulo apresenta informações contraditórias sobre a presença de glúten, falha que induz o consumidor a erro e coloca em risco a saúde de pessoas celíacas.
Além disso, a embalagem do produto veicula alegações terapêuticas indevidas, prometendo efeitos sobre funções cognitivas e memória, prática proibida para suplementos alimentares.
O promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, da Prodecon, alerta aos fabricantes e distribuidores sobre as consequências de eventuais descumprimentos da determinação da Anvisa.
“Considerando a atuação da Anvisa em retirar o produto do mercado, concluímos esta fase da investigação. No entanto, ao ocorrer qualquer nova irregularidade ou publicidade indevida, adotaremos as medidas judiciais cabíveis para a punição cível e criminal dos responsáveis, especialmente pela prática de crimes contra as relações de consumo”, afirma.
A orientação é que consumidores que possuam o produto interrompam o uso e procurem informações junto à empresa responsável ou aos órgãos locais de vigilância sanitária.



