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Distrito Federal

MP cobra medidas para reduzir fila de mais de 25 mil pacientes na ortopedia

Recomendação do promotor de justiça Clayton Germano destaca a necessidade de nova triagem para atualizar classificação de pacientes

03/09/2026 13:27, atualizado 03/09/2026 13:37
Divulgação/MPDFT
MP cobra medidas para reduzir fila de mais de 25 mil pacientes na ortopedia

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) apresente plano de ação para ampliar a oferta de vagas de consultas em ortopedia, na especialidade de coluna. Atualmente, há 25.658 pessoas na fila, segundo a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus).

A recomendação expedida pelo promotor de justiça Clayton Germano nessa quarta-feira (2/9) sugere nova triagem, qualificação e atualização da classificação de casos de risco, por meio dos Ambulatórios de Ortopedia Geral, dos Ambulatórios de Ortopedia e das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

O documento também solicita que a identificação e o direcionamento dos casos conforme a modalidade de tratamento – cirúrgico ou não cirúrgico –, com a indicação da unidade ou estabelecimento de saúde responsável pela continuidade da assistência médica.

O promotor de justiça Clayton Germano destacou ainda a necessidade da contratação de novos médicos, em função da alta demanda na rede pública, devido ao aumento do número de acidentes, do envelhecimento populacional e do crescimento da população dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).

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“A Secretaria de Saúde tem um número enorme de pacientes aguardando consultas e cirurgias ortopédicas em prontos-socorros lotados, devido ao aumento exponencial de acidentes de trânsito, envelhecimento da população — com queda da própria altura das pessoas mais idosas —, empobrecimento e perda de plano de saúde particular. Por isso, é necessária a contratação de novos médicos ortopedistas e anestesiologistas para realizar as consultas e cirurgias, respectivamente”, afirmou.

Das pessoas que aguardam na fila, mais de 1,5 mil estão classificadas como risco vermelho, que exige avaliação médica urgente ou atendimento de emergência. A solicitação mais antiga feita por um paciente é de julho de 2025.

Outras 21 mil pessoas que aguardam consulta estão classificadas como risco amarelo, e quase 2 mil são avaliadas como bandeira verde – classificação na qual o caso mais antigo foi registrado em janeiro de 2020.

O prazo para adequação da recomendação feita pelo promotor Clayton Germano é de 10 dias.