Motoristas são autuados por estacionarem em vagas de idosos e de PCD
Operação do Detran-DF em Águas Claras autuou 14 motoristas por uso indevido de vagas especiais e 50 por estacionamento irregular
atualizado
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A operação Vagas Especiais, realizada nessa terça-feira (5/5) em Águas Claras , expôs um problema constante no DF: o alto volume de motoristas que ignoram o direito de pessoas com deficiência (PCD) e de idosos. Em uma varredura em apenas 75 vagas, os agentes flagraram 64 infrações.
Entre as irregularidades, 14 condutores foram multados especificamente por ocuparem vagas especiais sem qualquer credencial. O alto índice de autuações reforça o quadro de desrespeito sistemático à acessibilidade na capital. Outros 50 motoristas foram autuados por estacionamento irregular.
A falta de consciência não se limitou às vagas reservadas. Durante a operação, uma caminhonete foi flagrada estacionada sobre a calçada, obstruindo a passagem de pedestres, bem ao lado de uma placa de “proibido parar e estacionar”.
Infração gravíssima
Estacionar indevidamente em vaga de PCD ou de idoso é uma infração gravíssima. O motorista recebe multa de R$ 293,47, perde sete pontos na CNH e está sujeito à remoção do veículo para o depósito, como ocorreu com um dos automóveis nesta operação.
Segundo relatos ouvidos pelo Metrópoles, o desrespeito vai além da ocupação da vaga especial. Muitos motoristas utilizam as áreas de manobra — as faixas zebradas ao lado das vagas PCD — para estacionar, ignorando que o espaço é vital para que o cadeirante, por exemplo, consiga abrir a porta e sair do carro.
Desrespeito à acessibilidade
A estudante Alessandra dos Santos sentiu na pele o impacto da irresponsabilidade alheia. Em um episódio recente, uma motorista estacionou em um espaço irregular, ao lado de uma vaga destinada à PCD, e bloqueou a saída do seu carro.
“Eu estacionei tranquilamente, mas, na hora de ir embora, havia um carro impedindo completamente a minha passagem. O veículo estava estacionado justamente ao lado da vaga destinada à PCD, em uma área de circulação e manobra”, relatou.
Alessandra teve que esperar sob o sol forte até que a condutora, que não tinha condição especial, retornasse ao veículo.
“Achei um verdadeiro absurdo”, declarou a estudante.






