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Distrito Federal

Adolescente é escalpelada por motor de kart em corrida no DF

Mãe afirma que demora na transferência entre unidades de saúde fez com que a menina não pudesse reimplantar o tecido após o escalpelamento

Letícia Cotta, Paulo Toledo Piza13/12/2023 13:00, atualizado 13/12/2023 20:03
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Ela ficou quase dois meses internada
Adolescente é escalpelada por motor de kart em corrida no DF

A adolescente Heloisa Cristina Heliodoro, 17, perdeu 80% do couro cabeludo após participar de uma corrida de kart no Paranoá, no Distrito Federal, no domingo (10/12).

A mãe da menina, Beth Heliodoro, explicou ao Metrópoles que, apesar de a empresa de kart ter cedido o equipamento para a corrida, não houve orientação para que amarrasse o cabelo.

“Ocorreu a fatalidade de o cabelo ser puxado pelo motor do kart, e ela sofreu um escalpelamento, perdeu 80% do couro cabeludo e, hoje, precisa de apoio médico. Está internada”, explica a mãe.

Heloisa foi socorrida na pista e deu entrada no Hospital de Base. Segundo a mãe, a demora em transferir a menina para outra unidade de saúde impediu que o tecido fosse reimplantado.

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Adolescente ganhou prótese capilar
Ela ficou quase dois meses internada
Pista de kart onde o acidente aconteceu
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Pista de kart onde o acidente aconteceu

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Adolescente ganhou prótese capilar
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Adolescente ganhou prótese capilar

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Ela ficou quase dois meses internada
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Ela ficou quase dois meses internada

“Queríamos alertar as pessoas. Não foi só uma perda de cabelo, física. Teve danos. O hospital nos atendeu, mas deixou ela muito tempo sem transferir para o outro, e ela perdeu o tecido que poderia ser aproveitado. Perdeu a oportunidade de fazer uma cirurgia e implantar novamente. São muitas coisas. Ela só tem 17 anos.”

Heloisa foi transferida para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde aguarda por cirurgia, segundo Beth. “A Heloísa está usando o mesmo curativo, e falam que esse curativo pode ficar por até cinco dias. Porém, está tendo todos os dias saída de secreção da região, e sente coçar.”

A mãe acrescenta que a adolescente está desde segunda-feira dependendo de colocar uma bomba a vácuo para ajudar no tratamento. “Todo dia deixam ela em dieta e cancelam o procedimento, falando que não tem vaga no centro cirúrgico. Preciso ajudar minha filha”, explica.

Segundo Beth, essa bomba iria ficar na cabeça da filha por sete dias e auxiliaria na recuperação do tecido ferido.

O Metrópoles procurou a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e aguarda retorno. A reportagem também tenta contato com a empresa de kart.

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